sábado, 10 de março de 2007

Comida variada para todos os gostos

Não será interessante pensar, no porquê de tantas comidas? Serão as comidas por todo o mundo, apenas um reflexo das várias culturas? Ou uma repercussão da nossa evolução? Porque, verdade seja dita, temos demasiado tempo pela frente, e a comida é e sempre será um dos grandes prazeres da vida. Portanto, é com uma certa pena que digo a minha greve de fome. Não, realmente não estou de greve de fome. De momento, estou mesmo a comer algo com um nome de “Snacky Cracky: Mini Bake Crisps – Sesame”. Mas começo-me a irritar com a comida variada por todo o globo. Principalmente a que mais lido, a chamada comida rápida. Não é frustrante saber que a humanidade produz mais alimentação do que a necessária para alimentar toda a população mundial, e contudo milhares morrem a fome. É uma negra realidade. Com tanta comida, e estamos nos preocupados com os obesos. Não seria mais inteligente, antes de lhes impormos dietas burras e regimes impossíveis, sobre a humanidade, e de comer apenas o necessário, e de praticar desporto, e de… Que raio! Não estaremos nós a educar mal as crianças “obesas”? Ou mesmo as que não o são mas para lá caminhão? Não seria inteligente fazermos algo? Não. Preferimos publicar que Portugal é um país de preocupação não só de obesidade, mas de outros factores também. Acho mal.
Pela greve não minha, mas de todos, comam menos porcarias, e não suportem os fast food.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Filme memorável - Gladiador





(Nota pessoal: Da minha eterna fase de filmes de guerra)

quinta-feira, 8 de março de 2007

História por acabar: O dia que me marcou como o “Rápido”

Se acredito que me irei esquecer de recordações, pelo menos que não esqueça esta! Lembro-me agora deste ano, do outro e do outro, mas sei que daqui a vinte anos, provavelmente esquecerei me de tudo. É pena, porque adorava não esquecer o beijo que recebi daquela rapariga, o susto que preguei aquele amigo, o segredo que deixou de o ser. São momentos, sensações que o tempo acaba por matar lentamente, tirando-os das nossas recordações, nossas paixões, nossos amores. Não somos como computadores que podem guardar recordações em CDs ou disquetes. Apesar de tudo podemos imortaliza-los em escritos, pequenas histórias de folha e meio num portfólio de Português. Agradecendo este convite, escrevo assim uma recordação que para mim será uma das mais grandiosas a manter na minha mente. (Confesso que não me lembrava de todos os acontecimentos desta história e que acabei por ir ver ao diário que escrevia quando era criança, mas que infelizmente parei, alegando não ter tempo.)

Um dia, um dia de verão ou primavera, algo que não é muito relevante para a narração desta história, acontece que estava um calor infernal e não tínhamos aulas a tarde. Tinha eu uns nove anos, e pelo que me dizem era um rapaz muito agitado, simpático e bonito, (coisas que continuo a ser, exceptuando o bonito que perdi aos meus treze anos, possível idade em que as hormonas entraram em acção). Lembro-me que sorria muito, (talvez isso explique a razão de hoje ter um sorriso bonito), sei que gostava de andar pelo recreio e que não gostava das aulas nem da professora. A verdade é que eu era um pouco diferente, não gostava de jogar futebol, e não tinha muitos amigos. Apesar de tudo os que tinha eram me muito chegados, e os que julgava não ter apreciavam a minha companhia. Não me lembro de fazer grandes “maluqueiras”, e que as minhas festas de anos eram muito curtas mas sempre engraçadas. Apesar de tudo o que mais me mudou foi a famosa tarde sem aulas.
Era, como já disse uma quente tarde. Por uma razão que ainda desconheço ambas as turmas do quarto ano não tinham aulas, a “A” e a “B”, sendo eu da “B”, (ainda me recordo das brincadeiras que fazíamos das duas siglas, nós dizíamos que a turma A era de anormais, e os da A diziam que a B era de burros). Acontece que, todos no recreio, dirigimo-nos instintivamente para o campo de futebol. Apesar de não gostar de estar no campo fui, relutante sobre o que se iria fazer. Esperando claro, que não fosse futebol! Por sorte, não havia bola. Sem bola e com 1 km2 a nossa frente alguém, (juro que não eu!) lembrou-se de jogar, um dos jogos mais mirabolantes de sempre. “Quem tem medo do preto?” Supondo que o leitor não conhece este jogo, vou fazer uma breve explicação:

Bom, o nome deste jogo é “Quem tem medo do preto?”, (devido a questões racistas e morais, o nome foi mudado para leão, e assim esquecendo as origens das quais aprendi este jogo usarei o nome de leão). É necessário um lugar plano, um campo de futebol é adequado. Ora o objectivo do jogo é simplesmente correr de uma baliza para a outra. Acontece que, uma pessoa, escolhida ao acaso é posta no meio do campo. Este grita: “Quem tem medo do leão?” e a resposta segue-se “Ninguém!”. Assim as pessoas que aguardam de um lado do campo para correr para outro, (não importa o número mas quantos mais melhores). O leão, aquele que está no meio do campo, tenta, sozinho apanhar aqueles que correm para o outro lado. Quando todos chegam ao outro lado, acaba a primeira ronda. Aqueles que forem apanhados, passam a ficar com o leão. O jogo segue-se e acaba quando só houver uma pessoa que ainda não faz parte da equipa do leão. Esse será declarado o vencedor.
Jogo simples, que me apaixonei em criança, e que acabou por me dar o “cognome” de rápido.
Ora, acontece que foi decidido jogar esse jogo. Éramos cerca de sessenta pessoas, o que dava logo uma ideia que aquele seria um dos melhores jogos de sempre. O jogo começou, uma pessoa no meio a apanhar, e nós a fugir dele. Lentamente um a um todos começaram a ser apanhados. Primeiro os mais lentos depois os mais rápidos. Só restavam três. Sendo eu um deles! Olhei para os lados, no direito vi um dos rapazes mais altos de sempre, (rapaz esse que nunca mais vi na minha vida) e do outro um rapaz baixo de nome…Duarte penso eu. O Duarte vai a correr, passa por um, passa por outro, é apanhado. O rapaz alto olha para mim e diz: “Boa sorte!” e vai a correr mas é logo apanhado. Cabe me a mim, agora perante umas cinquenta pessoas, passar por elas e marcar o meu lugar no que julgo ser a história daquele jogo.
Comecei a rondar a linha do campo de futebol de lado a outro vendo a melhor zona para passar. Mas apesar de o campo ser tão extenso, (pelo menos para a altura pois ainda a pouco foi visitar a escola e pareceu-me um campo pequeníssimo) este estava coberto de pessoas “estoiradas” com uma vontade de me apanharem. Tinha de iniciar a corrida e assim fiz. A correr a uma velocidade extraordinária passei pelo campo todo e via agora o fim da corrida. Mas esperando por mim encontrava-se um dos rapazes mais rápidos de sempre. O Vasco Veríssimo, grande amigo de infância meu. Já ambos havíamos competido varias vezes e eu sabia que o Vasco era superior a mim e que sem dúvida eu iria perder. Mas não podia desistir. Avancei esperançoso para o fim. Já atrás de mim Vasco corria a uma velocidade enorme. Cinco metros, quatro metros, três metros, (ainda nem acredito os nervos que teria na altura!) dois metros, um metro, estava feito ia ser apanhado, mas...um buraco, um mísero buraco mudou-me o destino. O Vasco concentrado em mim não viu, um pequeno buraco no chão e acabou por tropeçar, e eu agora a frente do fim ganhei! Só me lembro de olhares sobre mim e eu mais que estoirado a olhar sobre eles. Alguém, que penso que não sabia o meu nome, chamou-me “O Rápido”. Eventualmente o tempo passou, e todos se esqueceram daquele momento, só ficou uma recordação, o nome de Rápido.
“O Rápido”, que é o que ainda hoje os meus amigos chegados dizem quando me vem.
Para mim esse dia marcou-me a ferro a fogo, e mudei. Espero nunca esquecer esta e outras recordações, mas como José Gomes Ferreira diz “Para quem viver não é recordar...”.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Vencidos da Vida

Inútil para o mundo, viramos uns vencidos da vida. Vale-nos o Eça de Queirós para nos abrir os olhos. Entro portanto na fase do: Que se lixe.
Cumprimentos para quem lá estará, e olá para quem lá está.

terça-feira, 6 de março de 2007

Poetry that does not rhyme: Rain falls everywhere

Rain is falling down my house.
It hits every single piece of my window.
Inside the cold room I wait alone.
Am I waiting?
For what should I be waiting?
Is there a secret surprise I didn’t know?
Is there any change that would enlighten my soul?
None.
Nothing.
Life goes on.
Our hope keeps the same.
And keep on going, waiting.
Rain keeps on falling in my window.
People run one side to another to get away.
Away from the water that hits everything.
Running, to get on time to their houses.
To get hooked again, on TV shows.
To get their hands on their wives.
And smile because the day is over.
And another one is coming.
And another one.
And another.
Another.
Till we die someday, without knowing what hit us.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Diário de um viajante

“Vi caras por todo o mundo. Vi pessoas de diferentes etnias, idades e feitios. Vi gente lutar, outras a defender e outras a tentar sobreviver. Vi gente viciada. Vi nações sem pés nem cabeça. Vi prédios altos e casas de barro. Vi portas de vidro e outras de palha. Vi um país onde mal se via o sol de tanta poluição. Vi outro onde o Sol brilhava tanto que parecia ser sempre assim. Vi desertos de gente e outros de areia. Vi ladrões, traficantes e aldrabões. Vi gente inculta e outra sem instrução qualquer. Vi crianças obesas e outras a morrer a fome. Vi políticos corruptos e outros idealistas. Vi mães alcoólicas e outras cuidadosas. Vi países apelidados de Terceiro Mundo. Vi outros considerados os donos do mundo.
Mas em todos, vi o mesmo. A felicidade, e o esforço para sobreviver. Mesmo em campos de guerra, todos faziam por sobreviver. Mesmo num dia atarefado na empresa, o empregado fazia tudo para chegar a hora de saída. Mesmo num dia cheio de testes, um estudante continuava a estudar para tirar boas notas. Mesmo hospital cheio de gente qualificada, doentes morriam sem cura. Mesmo numa rua policiada, pessoas assaltavam outras sem escrúpulos. Mesmo numa aldeia remota onde a água se encontra a quilómetros de distância, crianças percorriam o caminho sem discutir para matarem a sede.
Vi de tudo, e ao voltar ao meu País, só pude concluir uma coisa: Onde estão os Países Civilizados? Onde estão os verdadeiros Países de Terceiro Mundo? Onde está a esperança num futuro melhor?”

domingo, 4 de março de 2007

Música para ouvir: Múm - Green Grass of Tunnel



Down from my... ceiling
Drips great noise.
It drips on my head through a hole in the roof.

Behind these two hills heeere...
There's a pool.

And when I'm swimming in
through a tunnel....
I shut my eyes.

Inside their cabin I make sounds
In through the tubes I send this noise.

Behind these two hills heeere...
fall asleep.
And when I flood in green grass of tunnel...
It floods back.

Down from my... ceiling
drips great noise.

It drips on my head through a hole in the roof.

Behind these two hills heeere..
there's a pool.
And when I'm swimming in
through a tunnel....
I shut my eyes.

(Nota pessoal: A música faz lembrar as músicas da banda Sigur Ros, com o seu som fantástico que acalma qualquer um, e uma letra estranha e enigmática. Optei antes por pôr esta banda que descobri recentemente pela sua letra ser em inglês e ser tão ou melhor que as músicas de Sigur Ros.)

sábado, 3 de março de 2007

Fiquei marreco de tanto ter medo

De momento, dá vontade de ir dar uma viagem bem longe. De pegar num carro, encontrar alguém tão maluco quanto eu, e apenas vaguear por aí. Comprar uma máquina fotográfica e filmar tudo. Captar todos os momentos. Relembrar todas as recordações. Marcar todos os segundos juntos. Gravar todos os sorrisos dados. Todas as asneiras feitas. Todos os sentimentos de ouro.
E contudo, não passamos duns marrecos. Sempre a olhar por onde andamos. Sempre a ter cuidado por onde vamos. A esconder o nosso telemóvel. A olhar pelo ombro com medo que alguém nos roube. Parados num café a conversar com alguém. Façam algo que eu fiz, quando estive num café a bem pouco. Olhem a vossa volta, com atenção, e verão um mundo nunca antes visto.
Olhei a minha volta e vi. Um velho a ler um jornal e as suas mãos a tremerem a todo o tempo. Um sujeito mal vestido a falar sozinho e a tirar da sua mala comprimidos e comida, com todo o cuidado, como se pegasse numa cara obra de arte. Uma rapariga a sorrir e beber do seu copo de água mineral com o dedo mindinho levantado. Um estudante concentrado a olhar para o seu portátil sem retirar a vista do monitor azul. Um miúdo a pedir dinheiro e incessantemente a pedir mais e mais, sem sair do pé de quem ainda não lhe deu nada. Dois idosos a falar de um jogo de futebol e a perguntar vezes e vezes se o outro se lembra. Um rapaz a bater coro a uma rapariga. Outro a fazer um origami de papel quadriculado para passar o tempo. Dois apaixonados a trocar beijos e mais beijos como se nunca o tivessem feito. Uns a mexer no telemóvel, outros a olhar para jornais e revistas, outros a conversar. E eu, sozinho a vê-los todos, numa espécie de teatro. Todos com o seu pequeno papel e o seu mundo só deles. Cada um sabendo de si, cada um preocupado consigo. E eu comigo.
O mundo visto num café. E como disse, fiquei marreco do medo. Por olhar para o chão a toda a hora, a espera de encontrar uma moeda perdida. A espera de não tropeçar. Falhei o carro a alta velocidade que não se preocupou com a passadeira que estou a pisar. Dá que pensar se a vida é um sonho ou somos nós que ainda não aprendemos a distinguir a imaginação da realidade.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Discurso memorável: Braveheart - Mel Gibson



William Wallace: And if this is your army, why does it go?

Soldier: We didn't come here to fight for them.

Second Soldier: Home, the English are too many.

William Wallace: I see a whole army of my country men, here, in defiance of tyranny. What will you do without freedom? Will you fight?

Soldier: Against that? No, we will run, and we will live.

William Wallace: Aye, fight and you may die, run, and you'll live... at least a while. And dying in your beds, many years from now, would you be willin' to trade all of that from this day to that, for one chance, just one chance, to come back here and tell our enemies that they may take away our lives, but they'll never take our freeeedoooomm.

(Nota pessoal: Conheci este filme demasiado tarde, mas tive de saber se de facto existiu um homem como este. Faz lembrar o nosso Viriato, Afonso e João que pela nossa história toda lutaram pela liberdade de uma nação, uma ideia, um País que nem puderam ver crescer, lutaram toda a sua vida por uma liberdade que não usufruíram. Lutaram por um sonho que não conseguiram apreciar. Estariam eles a lutar por eles? Ou por nós?)

quinta-feira, 1 de março de 2007

História por acabar: "O último amor de Genghi"

Possível fim da obra “O último amor de Genghi” de Marguerite Youcemar

O Mensageiro subiu a alta casa, trazia uma última carta da parte de poderoso Genghi que, no leito da sua morte, ordenara que esta fosse entregue. A carta estava endereçada a um velho sábio que, no alto duma montanha, repousava aguardando que o Deus Yen-Lo-Wang lhe viesse buscar para o levar. Este olhava as nuvens que pairavam a poucos metros da sua cabeça, sustidas por algo invisível, quando subitamente uma ofegante personagem surge quebrando a paz. Tentando recompor a sua postura o mensageiro levanta-se e mantém-se imóvel com a espinha erecta. O velho sábio e pergunta na sua rouca voz:
- Que fazes por aqui na Montanha do Tempo?
- Venho da parte de Genghi, este deseja que recebas esta carta. Genghi esta no leito da morte, esta será certamente o último contacto que tens com ele.
Fazendo uma vénia entregou a carta ao remetente, e desapareceu. O velho assim que pegou na carta não tirou os olhos dela. A muito que conhecia Genghi e sabia bem a confiança que este tinha nele. Mas temia. Temia o que este lhe teria a dizer no leito da sua morte. Sabia, enfim, que qualquer coisa de tanto valor era um tesouro. E o que quer que a carta dissesse era de extremo valor, e era só ele podia saber. Genghi o eterno galã, o eterno amante, o herói que nunca lutou.

Apesar de tudo ainda não tinha aberto a carta. Raciocinara o que a carta implicava. Sabia que confiança e segurança estariam em cada palavra. Retirou por fim os olhos da carta e olhou o céu. Ao longe, lentamente, um nevoeiro aproximava-se. Pequenos pássaros de bico branco voavam sobre a sua cabeça. E o velho sorriu. Seria esta a última prenda do destino? Estaria o Deus da morte Yen-Lo-Wang a fazer pouco dele? A trazer-lhe uma última recordação. A pregar lhe uma última partida.

Qualquer um abriria a carta. Não iria temer poderes divinos. Mas o velho sábio da montanha era supersticioso. Pegou na carta entrou na sua pequena cabana e mandou a carta para a fogueira. Entre as chamas a crepitar o Velho ainda pode ver certos pedaços da carta que ainda não queimavam. No mais legível lia-se:
“Amo-a.”

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Que existe eu sei, mas onde está?

Procuro-a sem parar. Como todos nós. Procuramos e procuramos. Maior parte das vezes, a procura serve para fugirmos de algo. Para nos distrairmos. Para nos enchermos de coragem. Para conseguirmos prosseguir. Continuar nesta jornada.
Procuro, sem dúvida. E na minha procura, algumas coisas dou por garantidas. As pessoas. Não posso confiar nelas. Os desconhecidos. Apenas posso prosseguir. Para todos eles, um bem-haja. E não sou o único.
Não sou o único a procura-la. Aprendi contigo Rui Veloso. Não, não sou o único. Eu continuo. Reconheço quem esta comigo. Sei de uma coisa. Não confiar em ninguém e continuar.
Realmente a vida revelou-se uma bela de uma desilusão. A um ano atrás estava, sem dúvida, muito pior. Com pancas suicidas, louco, idiota. Cego. Sim, cego. E hoje? De todos esses defeitos que me perseguiam, talvez não esteja tão cego como antes.
É difícil, difícil admitir que estamos mal. Que a vida corre mal. Que não está tudo como esperávamos. Que não correu como desejávamos. E não aceitamos críticas. Dizemos mal de quem nos julga. E quem está mal somos nós.
Grande azar de realidade…

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Poetry that does not rhyme: Blonde haired twins

Still small and cute.
Innocent and happy children.
Looking to the world like it was the first time.
Holding hands to their nanny.
Safe and curious about the world they see and admire.
One step after another.
They keep on trying to walk through.
Trying to walk without falling.
Strangers look at them.
Admiring and smiling to those little angels.
Those small creatures, that one day will be older.
They look at them.
And the only thing that goes on their mind is a sad fact.
Won’t those angels lose their natural beauty, all over the years?
Won’t they grow up and change their angelic hair, face and smile?
On that moment, everyone wished they never had to grow.
They wish those little blonde twins would be little angels forever.
But we have to grow up.
We cannot be children forever.
At a certain point of our lives, we just grow.
We stop looking at the world curious.
We stop holding hands to ours nannies.
We stop being small and beautiful angels.
And let us grow.
Let us say no to Peter Pan.
Let us admit that growing up is a part of ours life’s.
Let us smile and say that childhood were great times.
Great times that will never come back.
But great, no question about it.
Smile for the world grown up.
It’s yours and only yours.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Diário de um ladrão

“Roubei. Troquei as notas, e ninguém notou. Mexi-te na mala e nem reparaste. Ah, se pudesses ver como te enganei. Como te roubei. Como te… menti. Sim, menti-te. É pena, é não poder dizer a ninguém, que roubei. O que é um pouco chato. Gostava de me poder orgulhar de te ter roubado. Mas roubei-te a ti, o meu melhor amigo. E contudo não posso contar a ninguém.
Mas merecias! Irritas-te me e tiveste o que merecias! Sabes disso não sabes? É bom que saibas. Porque tu, meu amigo, já devias saber que ninguém se mete comigo e se safa sem consequências! Feris-te me o orgulho publicamente, e roubei-te. Tiveste o que merecias. Realmente é pena não poder dizer a ninguém que te roubei. E se disser a ti terei que te desenvolver o que tirei.
Ouvi dizer que na antiga Grécia, os ladroes, se conseguissem roubar alguém, seriam dados como hábeis e ágeis. Se fossem apanhados, cortavam-lhes as mãos. Não sei se será verdade, ou mais uma história do Hermano Saraiva. Mas enfim. Considero-me único por te ter enganado, mentido, roubado. Feris-te o meu orgulho com o que disseste antes!
E eu nunca te magoei a ti? Se me roubasses sempre que me engano… Se me mentisses sempre que te apetece… Se enganasses sempre que pudesses… Não, não fui justo. Roubei-te, e estou arrependido. Sim muito. Muito e muito e… E depois? Roubei-te e esta feito. Que se lixe, esta feito.
Ah, se pudesses ver como te roubei…"

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Música para ouvir: Pixies - Where is my mind



Ooooooh - stop

With your feet in the air and your head on the ground
Try this trick and spin it, yeah
Your head will collapse
But there's nothing in it
And you'll ask yourself

Where is my mind [3x]

Way out in the water
See it swimmin'

I was swimmin' in the Carribean
Animals were hiding behind the rocks
Except the little fish
But they told me, he swears
Tryin' to talk to me to me to me

Where is my mind [3x]

Way out in the water
See it swimmin' ?

With your feet in the air and your head on the ground
Try this trick and spin it, yeah
Your head will collapse
If there's nothing in it
And you'll ask yourself

Where is my mind [3x]

Ooooh
With your feet in the air and your head on the ground
Ooooh
Try this trick and spin it, yeah
Ooooh
Ooooh

(Nota pessoal: Ouvi está música pela primeira vez, no Verão passado. A onda da música levou me logo. Ao ouvi-lá esqueço tudo, deixo me levar e meto o som o mais alto possível. Dou por mim a dançar de um lado para o outro a dizer para mim a letra que acabei por decorar, já que é tão simples. Faz me sentir como se não existisse nada, até a música acabar e voltar a realidade.)

sábado, 24 de fevereiro de 2007

As frases feitas em publicidade dão nisto

“Não há duas pessoas iguais”. Pelo menos é o que o slogan do Banif diz. Não será esta teoria, um pouco frustrante? Esta frustração que falo, provém de outra frase que, tal como esta, afirma que: “Existe uma pessoa certa para cada pessoa no mundo”.
Vendo bem, uma teoria, não fica bem com a outra. Se há apenas uma pessoa certa, se a perder estarei condenado para sempre? Já que não há duas pessoas iguais? Não serão estas frases, no mínimo, desmotivadoras?
Porque, posso dizer que nada é mais frustrante do que pensar que perdemos uma pessoa que nós é chegada, a pessoa certa para nós, e que não há outra igual no mundo todo. Não será suicida viver, depois de quem mais gostamos, morrer? Depois da sua hora chegar, e dizermos o adeus eterno?
Um dia ouvi uma história de dois deuses (gregos, já que a história surgiu na época dos deuses do Olimpo). Estes deuses desceram a terra para ver como vivia a raça humana. Ao chegarem como mendigos e sem ninguém conhecer a verdadeira identidade deles, todos lhes recusaram estadia. Mesmo os que mais tinham lhes recusaram o mínimo de dinheiro que podiam dispensar. Indignados, os dois deuses foram apenas aceites por um casal idoso que pouco ou nada tinha, mas que os recebeu como irmãos. Perante esta prova de bondade e dedicação, os deuses revelaram-se e deram ao casal um desejo a sua escolha. Estes desejaram apenas poderem morrer ao mesmo tempo. Que um não tivesse de suportar o mundo sem a presença do outro.
Ouvi esta história quando era pequeno, e sempre me surpreendeu. Na altura, pela possibilidade de um desejo, qualquer que ele seja. Hoje, e a volta deste tema da pessoa certa, pergunto-me se o desejo deles não é o verdadeiro sonho de todos os apaixonados? Morrer ao lado de quem mais se ama, para não suportar o mundo sem a sua paixão e companhia.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Discurso memorável: Scent of a Woman - Al pacino



Trask: Mr. Sims, you are a cover-up artist and you are a liar.
Slade: But not a snitch!
Trask: Excuse me?
Slade: No, I don't think I will. This is such a crock of shit.
Trask: Mr. Slade, you will watch your language. You are at the Baird School now, not a barracks. Mr. Sims, I will give you one final opportunity to speak up.
Slade: Mr. Sims doesn't want it. He doesn't need to labeled, "...still worthy of being a 'Baird Man.'" What the hell is that? What is your motto here? "Boys, inform on your classmates, save your hide. Anything short of that we're gonna burn you at the stake?" Well, gentlemen. When the shit hits the fan, some guys run and some guys stay. Here's Charlie--facing the fire, and there's George--hiding in big Daddy's pocket. And what are you doin'? You're gonna reward George, and destroy Charlie.
Trask: Are you finished, Mr. Slade?
Slade: No, I'm just gettin' warmed up. Now I don't know who went to this place--William Howard Taft, William Jennings Bryan, William Tell--whoever. Their spirit is dead; if they ever had one, it's gone. You're building a rat ship here. A vessel for sea going snitches. And if you think you're preparing these minnows, for manhood you better think again. Because I say you are killing the very spirit this institution proclaims it instills. What a sham! What kind of show you guys puttin' on here today? I mean, the only class in this act is sittin' next to me. And I say, this boy's soul is intact. It's non-negotiable. You know how I know? Because someone here--I'm not gonna say who--offered to buy it. Only Charlie here wasn't selling.
Trask: Sir, you are out of order!
Slade: Out of order, I'll show you out of order! You don't know what out of order is, Mr.Trask! I'd show you but I'm too old, I'm too tired, and I'm too fuckin' blind. If I were the man I was five years ago I'd take a flame-thrower to this place!! Out of order, who the hell do you think you're talking to? I've been around, you know? There was a time I could see. And I have seen, boys like these, younger than these, their arms torn out, their legs ripped off. But there is nothin' like the sight of an amputated spirit, there is no prosthetic for that. You think you're merely sending this splendid foot-soldier back home to Oregon with his tail between his legs, but I say that you are executing his soul! And why? Because he's not a Baird man. Baird men, you hurt this boy, you're going to be Baird Bums, the lot of ya. And Harry, Jimmy, Trent, wherever you are out there, fuck you too.
Trask: Stand down Mr. Slade!
Slade: I'm not finished! Now as I came in here, I heard those words...cradle of leadership. Well, when the bough breaks, the cradle will fall. And it has fallen here, it has fallen! Makers of men, creators of leaders, be careful what kind of leaders you're producing here. I don't know if Charlie's silence here today is right or wrong; I'm no judge or jury. But I can tell you this: he won't sell anybody out to buy his future! And that my friends is called integrity, that's called courage. Now that's the stuff leaders should be made of. (pause) Now I have come to the crossroads in my life. I always knew what the right path was. Without exception, I knew. But I never took it, you know why? It was too damn hard. Now here's Charlie; he's come to the crossroads. He has chosen a path, it's the right path. It's a path made of principle, that leads to character. Let him continue on his journey. You hold this boy's future in your hands, committee! It's a valuable future. Believe me! Don't destroy...protect it...embrace it. It's gonna make you proud some day...I promise you.

(Nota pessoal: Este discurso obrigou-me a comprar o filme, que por sinal é dos melhores que já vi. Aconse-lho vivamente a fazerem-no.)