Na Internet todos têm uma opinião. Podem nem saber argumentar. Podem nem ter razão. Podem até ser tão tímidos que mal falam.
Mas na Internet todos são reis. Todos dizem o que lhes vai na mente. Dizem mal. Passam a ser Deus e começam a julgar tudo e todos acabando muito frequentemente por dizer:
“Arranja uma vida!”
E que vida é essa que me falas? Terás tu moral suficiente para me poder julgar? És tu tão burro ao ponto de não perceberes que se calhar não passas dum falhado?
E são todos uns grandes falhados na vida. Vão a net para dizerem mal de todos, para descarregarem os stresses do dia e se divertirem a dizer mal do primeiro tipo que lhes contradiga, mesmo que não tenham razão.
Na Internet todos têm uma opinião. Quem me dera que fosse assim fora da Internet.
quarta-feira, 14 de março de 2007
terça-feira, 13 de março de 2007
Poetry that does not rhyme: Choices of instinct
Saw her moving her blonde hair one side to another.
Got myself excited by the idea she could be mine.
Started moving slowly to her.
Watching ever move she makes.
Noticing every breathe she takes.
As I climb my ladder of regret she looks at me.
My strength grows weaker and weaker.
Her eyes imprisoned me.
Got me thinking on my freedom.
And I slowly backed down.
Should I trade my soul for such a beautiful princess?
Think not.
Rather be loved by a slave than being one.
Looking at her once again made me say to myself:
“Fuck Freedom.
We all die alone.
Why waste my life grateful by the one thing I don’t even enjoy?”
Ok, let’s go.
Got myself excited by the idea she could be mine.
Started moving slowly to her.
Watching ever move she makes.
Noticing every breathe she takes.
As I climb my ladder of regret she looks at me.
My strength grows weaker and weaker.
Her eyes imprisoned me.
Got me thinking on my freedom.
And I slowly backed down.
Should I trade my soul for such a beautiful princess?
Think not.
Rather be loved by a slave than being one.
Looking at her once again made me say to myself:
“Fuck Freedom.
We all die alone.
Why waste my life grateful by the one thing I don’t even enjoy?”
Ok, let’s go.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Diário de um desiludido
“Falhei. Falhei para com o mundo. Falhei para com as expectativas. Seriam elas demasiado altas? Terias tu demasiada fé em mim? A verdade é que te falhei. E agora. Longe no meu covil. Escondido na minha sombra, sinto-me desamparado. Sinto como se tivesse perdido quem mais me importava. Sabias tu disso? Sabias tu do quanto me importavas? Não, não devias saber.
Nunca fui bom com as palavras. Nunca. E se pensei assim de ti, e nunca tu disse, é porque sou um falhado. Sempre me impressionou que não o achasses. Que olhasses para mim com carinho e me apreciasses. Que dissesses que era eu que mais te conhecia, mais te adorava, e contudo, olha para mim agora. Falhei-te. Só me apetece desaparecer. Isto não pode ser normal. Eu não pode falhar assim para ti. Não posso ter falhado.
Que raiva! Porque continuo a ser um fraco. Porque continuo a ser o reflexo do ócio e da falta de jeito. Porque continuo a desiludir o mundo e acima de tudo, a mim mesmo. Vezes e vezes sem conta. Será por ser um idiota? Talvez humano? Não, a raça humana não tem culpa de quem sou. Não me planeou. Não me idealizou. Não me ensinou. Não. Falhei. E continuo a falhar.
Gostava de um dia conseguir remediar todo o mal que fiz. Gostava de um dia poder fazer tudo bem de novo. Gostava de um dia ter todos aqueles que magoei e desiludi de volta aos meus braços. Gostava de poder caminhar na rua sem ter medo de errar. Gostava. Gostava muito. Será possível? Falhei, e não me parece que será a ultima vez. Será por ser humano?”
Nunca fui bom com as palavras. Nunca. E se pensei assim de ti, e nunca tu disse, é porque sou um falhado. Sempre me impressionou que não o achasses. Que olhasses para mim com carinho e me apreciasses. Que dissesses que era eu que mais te conhecia, mais te adorava, e contudo, olha para mim agora. Falhei-te. Só me apetece desaparecer. Isto não pode ser normal. Eu não pode falhar assim para ti. Não posso ter falhado.
Que raiva! Porque continuo a ser um fraco. Porque continuo a ser o reflexo do ócio e da falta de jeito. Porque continuo a desiludir o mundo e acima de tudo, a mim mesmo. Vezes e vezes sem conta. Será por ser um idiota? Talvez humano? Não, a raça humana não tem culpa de quem sou. Não me planeou. Não me idealizou. Não me ensinou. Não. Falhei. E continuo a falhar.
Gostava de um dia conseguir remediar todo o mal que fiz. Gostava de um dia poder fazer tudo bem de novo. Gostava de um dia ter todos aqueles que magoei e desiludi de volta aos meus braços. Gostava de poder caminhar na rua sem ter medo de errar. Gostava. Gostava muito. Será possível? Falhei, e não me parece que será a ultima vez. Será por ser humano?”
domingo, 11 de março de 2007
Música para ouvir: Lenny Kravitz - Fly Away
I wish that I could fly
Into the sky
So very high
Just like a dragonfly
Id fly above the trees
Over the seas in all degrees
To anywhere I please
Oh I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah
Oh I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah
Lets go and see the stars
The milky way or even mars
Where it could just be ours
Lets fade into the sun
Let your spirit fly
Where we are one
Just for a little fun
Oh oh oh yeah !
I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah
I want to get away
I want to fly away
Yeah yeah yeah
I got to get away
Feel I got to get away
Oh oh oh yeah
I want to get away
I want to fly away
Yeah with you yeah yeah
Oh yeah !
I want to get away
I want to fly away
Yeah with you yeah yeah
I got to get away
I want to get away x4
Yeah
I want to get away
I want to fly away
Yeah with you yeah yeah
I got to get away
I want to get away x4
Yeah
I want to get away
I want to fly away
Yeah with you
Yeah yeah yeah yeah yeah
(Nota pessoal: Quem nunca se sentiu assim?)
sábado, 10 de março de 2007
Comida variada para todos os gostos
Não será interessante pensar, no porquê de tantas comidas? Serão as comidas por todo o mundo, apenas um reflexo das várias culturas? Ou uma repercussão da nossa evolução? Porque, verdade seja dita, temos demasiado tempo pela frente, e a comida é e sempre será um dos grandes prazeres da vida. Portanto, é com uma certa pena que digo a minha greve de fome. Não, realmente não estou de greve de fome. De momento, estou mesmo a comer algo com um nome de “Snacky Cracky: Mini Bake Crisps – Sesame”. Mas começo-me a irritar com a comida variada por todo o globo. Principalmente a que mais lido, a chamada comida rápida. Não é frustrante saber que a humanidade produz mais alimentação do que a necessária para alimentar toda a população mundial, e contudo milhares morrem a fome. É uma negra realidade. Com tanta comida, e estamos nos preocupados com os obesos. Não seria mais inteligente, antes de lhes impormos dietas burras e regimes impossíveis, sobre a humanidade, e de comer apenas o necessário, e de praticar desporto, e de… Que raio! Não estaremos nós a educar mal as crianças “obesas”? Ou mesmo as que não o são mas para lá caminhão? Não seria inteligente fazermos algo? Não. Preferimos publicar que Portugal é um país de preocupação não só de obesidade, mas de outros factores também. Acho mal.
Pela greve não minha, mas de todos, comam menos porcarias, e não suportem os fast food.
Pela greve não minha, mas de todos, comam menos porcarias, e não suportem os fast food.
sexta-feira, 9 de março de 2007
quinta-feira, 8 de março de 2007
História por acabar: O dia que me marcou como o “Rápido”
Se acredito que me irei esquecer de recordações, pelo menos que não esqueça esta! Lembro-me agora deste ano, do outro e do outro, mas sei que daqui a vinte anos, provavelmente esquecerei me de tudo. É pena, porque adorava não esquecer o beijo que recebi daquela rapariga, o susto que preguei aquele amigo, o segredo que deixou de o ser. São momentos, sensações que o tempo acaba por matar lentamente, tirando-os das nossas recordações, nossas paixões, nossos amores. Não somos como computadores que podem guardar recordações em CDs ou disquetes. Apesar de tudo podemos imortaliza-los em escritos, pequenas histórias de folha e meio num portfólio de Português. Agradecendo este convite, escrevo assim uma recordação que para mim será uma das mais grandiosas a manter na minha mente. (Confesso que não me lembrava de todos os acontecimentos desta história e que acabei por ir ver ao diário que escrevia quando era criança, mas que infelizmente parei, alegando não ter tempo.)
Um dia, um dia de verão ou primavera, algo que não é muito relevante para a narração desta história, acontece que estava um calor infernal e não tínhamos aulas a tarde. Tinha eu uns nove anos, e pelo que me dizem era um rapaz muito agitado, simpático e bonito, (coisas que continuo a ser, exceptuando o bonito que perdi aos meus treze anos, possível idade em que as hormonas entraram em acção). Lembro-me que sorria muito, (talvez isso explique a razão de hoje ter um sorriso bonito), sei que gostava de andar pelo recreio e que não gostava das aulas nem da professora. A verdade é que eu era um pouco diferente, não gostava de jogar futebol, e não tinha muitos amigos. Apesar de tudo os que tinha eram me muito chegados, e os que julgava não ter apreciavam a minha companhia. Não me lembro de fazer grandes “maluqueiras”, e que as minhas festas de anos eram muito curtas mas sempre engraçadas. Apesar de tudo o que mais me mudou foi a famosa tarde sem aulas.
Era, como já disse uma quente tarde. Por uma razão que ainda desconheço ambas as turmas do quarto ano não tinham aulas, a “A” e a “B”, sendo eu da “B”, (ainda me recordo das brincadeiras que fazíamos das duas siglas, nós dizíamos que a turma A era de anormais, e os da A diziam que a B era de burros). Acontece que, todos no recreio, dirigimo-nos instintivamente para o campo de futebol. Apesar de não gostar de estar no campo fui, relutante sobre o que se iria fazer. Esperando claro, que não fosse futebol! Por sorte, não havia bola. Sem bola e com 1 km2 a nossa frente alguém, (juro que não eu!) lembrou-se de jogar, um dos jogos mais mirabolantes de sempre. “Quem tem medo do preto?” Supondo que o leitor não conhece este jogo, vou fazer uma breve explicação:
Bom, o nome deste jogo é “Quem tem medo do preto?”, (devido a questões racistas e morais, o nome foi mudado para leão, e assim esquecendo as origens das quais aprendi este jogo usarei o nome de leão). É necessário um lugar plano, um campo de futebol é adequado. Ora o objectivo do jogo é simplesmente correr de uma baliza para a outra. Acontece que, uma pessoa, escolhida ao acaso é posta no meio do campo. Este grita: “Quem tem medo do leão?” e a resposta segue-se “Ninguém!”. Assim as pessoas que aguardam de um lado do campo para correr para outro, (não importa o número mas quantos mais melhores). O leão, aquele que está no meio do campo, tenta, sozinho apanhar aqueles que correm para o outro lado. Quando todos chegam ao outro lado, acaba a primeira ronda. Aqueles que forem apanhados, passam a ficar com o leão. O jogo segue-se e acaba quando só houver uma pessoa que ainda não faz parte da equipa do leão. Esse será declarado o vencedor.
Jogo simples, que me apaixonei em criança, e que acabou por me dar o “cognome” de rápido.
Ora, acontece que foi decidido jogar esse jogo. Éramos cerca de sessenta pessoas, o que dava logo uma ideia que aquele seria um dos melhores jogos de sempre. O jogo começou, uma pessoa no meio a apanhar, e nós a fugir dele. Lentamente um a um todos começaram a ser apanhados. Primeiro os mais lentos depois os mais rápidos. Só restavam três. Sendo eu um deles! Olhei para os lados, no direito vi um dos rapazes mais altos de sempre, (rapaz esse que nunca mais vi na minha vida) e do outro um rapaz baixo de nome…Duarte penso eu. O Duarte vai a correr, passa por um, passa por outro, é apanhado. O rapaz alto olha para mim e diz: “Boa sorte!” e vai a correr mas é logo apanhado. Cabe me a mim, agora perante umas cinquenta pessoas, passar por elas e marcar o meu lugar no que julgo ser a história daquele jogo.
Comecei a rondar a linha do campo de futebol de lado a outro vendo a melhor zona para passar. Mas apesar de o campo ser tão extenso, (pelo menos para a altura pois ainda a pouco foi visitar a escola e pareceu-me um campo pequeníssimo) este estava coberto de pessoas “estoiradas” com uma vontade de me apanharem. Tinha de iniciar a corrida e assim fiz. A correr a uma velocidade extraordinária passei pelo campo todo e via agora o fim da corrida. Mas esperando por mim encontrava-se um dos rapazes mais rápidos de sempre. O Vasco Veríssimo, grande amigo de infância meu. Já ambos havíamos competido varias vezes e eu sabia que o Vasco era superior a mim e que sem dúvida eu iria perder. Mas não podia desistir. Avancei esperançoso para o fim. Já atrás de mim Vasco corria a uma velocidade enorme. Cinco metros, quatro metros, três metros, (ainda nem acredito os nervos que teria na altura!) dois metros, um metro, estava feito ia ser apanhado, mas...um buraco, um mísero buraco mudou-me o destino. O Vasco concentrado em mim não viu, um pequeno buraco no chão e acabou por tropeçar, e eu agora a frente do fim ganhei! Só me lembro de olhares sobre mim e eu mais que estoirado a olhar sobre eles. Alguém, que penso que não sabia o meu nome, chamou-me “O Rápido”. Eventualmente o tempo passou, e todos se esqueceram daquele momento, só ficou uma recordação, o nome de Rápido.
“O Rápido”, que é o que ainda hoje os meus amigos chegados dizem quando me vem.
Para mim esse dia marcou-me a ferro a fogo, e mudei. Espero nunca esquecer esta e outras recordações, mas como José Gomes Ferreira diz “Para quem viver não é recordar...”.
Um dia, um dia de verão ou primavera, algo que não é muito relevante para a narração desta história, acontece que estava um calor infernal e não tínhamos aulas a tarde. Tinha eu uns nove anos, e pelo que me dizem era um rapaz muito agitado, simpático e bonito, (coisas que continuo a ser, exceptuando o bonito que perdi aos meus treze anos, possível idade em que as hormonas entraram em acção). Lembro-me que sorria muito, (talvez isso explique a razão de hoje ter um sorriso bonito), sei que gostava de andar pelo recreio e que não gostava das aulas nem da professora. A verdade é que eu era um pouco diferente, não gostava de jogar futebol, e não tinha muitos amigos. Apesar de tudo os que tinha eram me muito chegados, e os que julgava não ter apreciavam a minha companhia. Não me lembro de fazer grandes “maluqueiras”, e que as minhas festas de anos eram muito curtas mas sempre engraçadas. Apesar de tudo o que mais me mudou foi a famosa tarde sem aulas.
Era, como já disse uma quente tarde. Por uma razão que ainda desconheço ambas as turmas do quarto ano não tinham aulas, a “A” e a “B”, sendo eu da “B”, (ainda me recordo das brincadeiras que fazíamos das duas siglas, nós dizíamos que a turma A era de anormais, e os da A diziam que a B era de burros). Acontece que, todos no recreio, dirigimo-nos instintivamente para o campo de futebol. Apesar de não gostar de estar no campo fui, relutante sobre o que se iria fazer. Esperando claro, que não fosse futebol! Por sorte, não havia bola. Sem bola e com 1 km2 a nossa frente alguém, (juro que não eu!) lembrou-se de jogar, um dos jogos mais mirabolantes de sempre. “Quem tem medo do preto?” Supondo que o leitor não conhece este jogo, vou fazer uma breve explicação:
Bom, o nome deste jogo é “Quem tem medo do preto?”, (devido a questões racistas e morais, o nome foi mudado para leão, e assim esquecendo as origens das quais aprendi este jogo usarei o nome de leão). É necessário um lugar plano, um campo de futebol é adequado. Ora o objectivo do jogo é simplesmente correr de uma baliza para a outra. Acontece que, uma pessoa, escolhida ao acaso é posta no meio do campo. Este grita: “Quem tem medo do leão?” e a resposta segue-se “Ninguém!”. Assim as pessoas que aguardam de um lado do campo para correr para outro, (não importa o número mas quantos mais melhores). O leão, aquele que está no meio do campo, tenta, sozinho apanhar aqueles que correm para o outro lado. Quando todos chegam ao outro lado, acaba a primeira ronda. Aqueles que forem apanhados, passam a ficar com o leão. O jogo segue-se e acaba quando só houver uma pessoa que ainda não faz parte da equipa do leão. Esse será declarado o vencedor.
Jogo simples, que me apaixonei em criança, e que acabou por me dar o “cognome” de rápido.
Ora, acontece que foi decidido jogar esse jogo. Éramos cerca de sessenta pessoas, o que dava logo uma ideia que aquele seria um dos melhores jogos de sempre. O jogo começou, uma pessoa no meio a apanhar, e nós a fugir dele. Lentamente um a um todos começaram a ser apanhados. Primeiro os mais lentos depois os mais rápidos. Só restavam três. Sendo eu um deles! Olhei para os lados, no direito vi um dos rapazes mais altos de sempre, (rapaz esse que nunca mais vi na minha vida) e do outro um rapaz baixo de nome…Duarte penso eu. O Duarte vai a correr, passa por um, passa por outro, é apanhado. O rapaz alto olha para mim e diz: “Boa sorte!” e vai a correr mas é logo apanhado. Cabe me a mim, agora perante umas cinquenta pessoas, passar por elas e marcar o meu lugar no que julgo ser a história daquele jogo.
Comecei a rondar a linha do campo de futebol de lado a outro vendo a melhor zona para passar. Mas apesar de o campo ser tão extenso, (pelo menos para a altura pois ainda a pouco foi visitar a escola e pareceu-me um campo pequeníssimo) este estava coberto de pessoas “estoiradas” com uma vontade de me apanharem. Tinha de iniciar a corrida e assim fiz. A correr a uma velocidade extraordinária passei pelo campo todo e via agora o fim da corrida. Mas esperando por mim encontrava-se um dos rapazes mais rápidos de sempre. O Vasco Veríssimo, grande amigo de infância meu. Já ambos havíamos competido varias vezes e eu sabia que o Vasco era superior a mim e que sem dúvida eu iria perder. Mas não podia desistir. Avancei esperançoso para o fim. Já atrás de mim Vasco corria a uma velocidade enorme. Cinco metros, quatro metros, três metros, (ainda nem acredito os nervos que teria na altura!) dois metros, um metro, estava feito ia ser apanhado, mas...um buraco, um mísero buraco mudou-me o destino. O Vasco concentrado em mim não viu, um pequeno buraco no chão e acabou por tropeçar, e eu agora a frente do fim ganhei! Só me lembro de olhares sobre mim e eu mais que estoirado a olhar sobre eles. Alguém, que penso que não sabia o meu nome, chamou-me “O Rápido”. Eventualmente o tempo passou, e todos se esqueceram daquele momento, só ficou uma recordação, o nome de Rápido.
“O Rápido”, que é o que ainda hoje os meus amigos chegados dizem quando me vem.
Para mim esse dia marcou-me a ferro a fogo, e mudei. Espero nunca esquecer esta e outras recordações, mas como José Gomes Ferreira diz “Para quem viver não é recordar...”.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Vencidos da Vida
Inútil para o mundo, viramos uns vencidos da vida. Vale-nos o Eça de Queirós para nos abrir os olhos. Entro portanto na fase do: Que se lixe.
Cumprimentos para quem lá estará, e olá para quem lá está.
Cumprimentos para quem lá estará, e olá para quem lá está.
terça-feira, 6 de março de 2007
Poetry that does not rhyme: Rain falls everywhere
Rain is falling down my house.
It hits every single piece of my window.
Inside the cold room I wait alone.
Am I waiting?
For what should I be waiting?
Is there a secret surprise I didn’t know?
Is there any change that would enlighten my soul?
None.
Nothing.
Life goes on.
Our hope keeps the same.
And keep on going, waiting.
Rain keeps on falling in my window.
People run one side to another to get away.
Away from the water that hits everything.
Running, to get on time to their houses.
To get hooked again, on TV shows.
To get their hands on their wives.
And smile because the day is over.
And another one is coming.
And another one.
And another.
Another.
Till we die someday, without knowing what hit us.
It hits every single piece of my window.
Inside the cold room I wait alone.
Am I waiting?
For what should I be waiting?
Is there a secret surprise I didn’t know?
Is there any change that would enlighten my soul?
None.
Nothing.
Life goes on.
Our hope keeps the same.
And keep on going, waiting.
Rain keeps on falling in my window.
People run one side to another to get away.
Away from the water that hits everything.
Running, to get on time to their houses.
To get hooked again, on TV shows.
To get their hands on their wives.
And smile because the day is over.
And another one is coming.
And another one.
And another.
Another.
Till we die someday, without knowing what hit us.
segunda-feira, 5 de março de 2007
Diário de um viajante
“Vi caras por todo o mundo. Vi pessoas de diferentes etnias, idades e feitios. Vi gente lutar, outras a defender e outras a tentar sobreviver. Vi gente viciada. Vi nações sem pés nem cabeça. Vi prédios altos e casas de barro. Vi portas de vidro e outras de palha. Vi um país onde mal se via o sol de tanta poluição. Vi outro onde o Sol brilhava tanto que parecia ser sempre assim. Vi desertos de gente e outros de areia. Vi ladrões, traficantes e aldrabões. Vi gente inculta e outra sem instrução qualquer. Vi crianças obesas e outras a morrer a fome. Vi políticos corruptos e outros idealistas. Vi mães alcoólicas e outras cuidadosas. Vi países apelidados de Terceiro Mundo. Vi outros considerados os donos do mundo.
Mas em todos, vi o mesmo. A felicidade, e o esforço para sobreviver. Mesmo em campos de guerra, todos faziam por sobreviver. Mesmo num dia atarefado na empresa, o empregado fazia tudo para chegar a hora de saída. Mesmo num dia cheio de testes, um estudante continuava a estudar para tirar boas notas. Mesmo hospital cheio de gente qualificada, doentes morriam sem cura. Mesmo numa rua policiada, pessoas assaltavam outras sem escrúpulos. Mesmo numa aldeia remota onde a água se encontra a quilómetros de distância, crianças percorriam o caminho sem discutir para matarem a sede.
Vi de tudo, e ao voltar ao meu País, só pude concluir uma coisa: Onde estão os Países Civilizados? Onde estão os verdadeiros Países de Terceiro Mundo? Onde está a esperança num futuro melhor?”
Mas em todos, vi o mesmo. A felicidade, e o esforço para sobreviver. Mesmo em campos de guerra, todos faziam por sobreviver. Mesmo num dia atarefado na empresa, o empregado fazia tudo para chegar a hora de saída. Mesmo num dia cheio de testes, um estudante continuava a estudar para tirar boas notas. Mesmo hospital cheio de gente qualificada, doentes morriam sem cura. Mesmo numa rua policiada, pessoas assaltavam outras sem escrúpulos. Mesmo numa aldeia remota onde a água se encontra a quilómetros de distância, crianças percorriam o caminho sem discutir para matarem a sede.
Vi de tudo, e ao voltar ao meu País, só pude concluir uma coisa: Onde estão os Países Civilizados? Onde estão os verdadeiros Países de Terceiro Mundo? Onde está a esperança num futuro melhor?”
domingo, 4 de março de 2007
Música para ouvir: Múm - Green Grass of Tunnel
Down from my... ceiling
Drips great noise.
It drips on my head through a hole in the roof.
Behind these two hills heeere...
There's a pool.
And when I'm swimming in
through a tunnel....
I shut my eyes.
Inside their cabin I make sounds
In through the tubes I send this noise.
Behind these two hills heeere...
fall asleep.
And when I flood in green grass of tunnel...
It floods back.
Down from my... ceiling
drips great noise.
It drips on my head through a hole in the roof.
Behind these two hills heeere..
there's a pool.
And when I'm swimming in
through a tunnel....
I shut my eyes.
(Nota pessoal: A música faz lembrar as músicas da banda Sigur Ros, com o seu som fantástico que acalma qualquer um, e uma letra estranha e enigmática. Optei antes por pôr esta banda que descobri recentemente pela sua letra ser em inglês e ser tão ou melhor que as músicas de Sigur Ros.)
sábado, 3 de março de 2007
Fiquei marreco de tanto ter medo
De momento, dá vontade de ir dar uma viagem bem longe. De pegar num carro, encontrar alguém tão maluco quanto eu, e apenas vaguear por aí. Comprar uma máquina fotográfica e filmar tudo. Captar todos os momentos. Relembrar todas as recordações. Marcar todos os segundos juntos. Gravar todos os sorrisos dados. Todas as asneiras feitas. Todos os sentimentos de ouro.
E contudo, não passamos duns marrecos. Sempre a olhar por onde andamos. Sempre a ter cuidado por onde vamos. A esconder o nosso telemóvel. A olhar pelo ombro com medo que alguém nos roube. Parados num café a conversar com alguém. Façam algo que eu fiz, quando estive num café a bem pouco. Olhem a vossa volta, com atenção, e verão um mundo nunca antes visto.
Olhei a minha volta e vi. Um velho a ler um jornal e as suas mãos a tremerem a todo o tempo. Um sujeito mal vestido a falar sozinho e a tirar da sua mala comprimidos e comida, com todo o cuidado, como se pegasse numa cara obra de arte. Uma rapariga a sorrir e beber do seu copo de água mineral com o dedo mindinho levantado. Um estudante concentrado a olhar para o seu portátil sem retirar a vista do monitor azul. Um miúdo a pedir dinheiro e incessantemente a pedir mais e mais, sem sair do pé de quem ainda não lhe deu nada. Dois idosos a falar de um jogo de futebol e a perguntar vezes e vezes se o outro se lembra. Um rapaz a bater coro a uma rapariga. Outro a fazer um origami de papel quadriculado para passar o tempo. Dois apaixonados a trocar beijos e mais beijos como se nunca o tivessem feito. Uns a mexer no telemóvel, outros a olhar para jornais e revistas, outros a conversar. E eu, sozinho a vê-los todos, numa espécie de teatro. Todos com o seu pequeno papel e o seu mundo só deles. Cada um sabendo de si, cada um preocupado consigo. E eu comigo.
O mundo visto num café. E como disse, fiquei marreco do medo. Por olhar para o chão a toda a hora, a espera de encontrar uma moeda perdida. A espera de não tropeçar. Falhei o carro a alta velocidade que não se preocupou com a passadeira que estou a pisar. Dá que pensar se a vida é um sonho ou somos nós que ainda não aprendemos a distinguir a imaginação da realidade.
E contudo, não passamos duns marrecos. Sempre a olhar por onde andamos. Sempre a ter cuidado por onde vamos. A esconder o nosso telemóvel. A olhar pelo ombro com medo que alguém nos roube. Parados num café a conversar com alguém. Façam algo que eu fiz, quando estive num café a bem pouco. Olhem a vossa volta, com atenção, e verão um mundo nunca antes visto.
Olhei a minha volta e vi. Um velho a ler um jornal e as suas mãos a tremerem a todo o tempo. Um sujeito mal vestido a falar sozinho e a tirar da sua mala comprimidos e comida, com todo o cuidado, como se pegasse numa cara obra de arte. Uma rapariga a sorrir e beber do seu copo de água mineral com o dedo mindinho levantado. Um estudante concentrado a olhar para o seu portátil sem retirar a vista do monitor azul. Um miúdo a pedir dinheiro e incessantemente a pedir mais e mais, sem sair do pé de quem ainda não lhe deu nada. Dois idosos a falar de um jogo de futebol e a perguntar vezes e vezes se o outro se lembra. Um rapaz a bater coro a uma rapariga. Outro a fazer um origami de papel quadriculado para passar o tempo. Dois apaixonados a trocar beijos e mais beijos como se nunca o tivessem feito. Uns a mexer no telemóvel, outros a olhar para jornais e revistas, outros a conversar. E eu, sozinho a vê-los todos, numa espécie de teatro. Todos com o seu pequeno papel e o seu mundo só deles. Cada um sabendo de si, cada um preocupado consigo. E eu comigo.
O mundo visto num café. E como disse, fiquei marreco do medo. Por olhar para o chão a toda a hora, a espera de encontrar uma moeda perdida. A espera de não tropeçar. Falhei o carro a alta velocidade que não se preocupou com a passadeira que estou a pisar. Dá que pensar se a vida é um sonho ou somos nós que ainda não aprendemos a distinguir a imaginação da realidade.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Discurso memorável: Braveheart - Mel Gibson
William Wallace: And if this is your army, why does it go?
Soldier: We didn't come here to fight for them.
Second Soldier: Home, the English are too many.
William Wallace: I see a whole army of my country men, here, in defiance of tyranny. What will you do without freedom? Will you fight?
Soldier: Against that? No, we will run, and we will live.
William Wallace: Aye, fight and you may die, run, and you'll live... at least a while. And dying in your beds, many years from now, would you be willin' to trade all of that from this day to that, for one chance, just one chance, to come back here and tell our enemies that they may take away our lives, but they'll never take our freeeedoooomm.
(Nota pessoal: Conheci este filme demasiado tarde, mas tive de saber se de facto existiu um homem como este. Faz lembrar o nosso Viriato, Afonso e João que pela nossa história toda lutaram pela liberdade de uma nação, uma ideia, um País que nem puderam ver crescer, lutaram toda a sua vida por uma liberdade que não usufruíram. Lutaram por um sonho que não conseguiram apreciar. Estariam eles a lutar por eles? Ou por nós?)
quinta-feira, 1 de março de 2007
História por acabar: "O último amor de Genghi"
Possível fim da obra “O último amor de Genghi” de Marguerite Youcemar
O Mensageiro subiu a alta casa, trazia uma última carta da parte de poderoso Genghi que, no leito da sua morte, ordenara que esta fosse entregue. A carta estava endereçada a um velho sábio que, no alto duma montanha, repousava aguardando que o Deus Yen-Lo-Wang lhe viesse buscar para o levar. Este olhava as nuvens que pairavam a poucos metros da sua cabeça, sustidas por algo invisível, quando subitamente uma ofegante personagem surge quebrando a paz. Tentando recompor a sua postura o mensageiro levanta-se e mantém-se imóvel com a espinha erecta. O velho sábio e pergunta na sua rouca voz:
- Que fazes por aqui na Montanha do Tempo?
- Venho da parte de Genghi, este deseja que recebas esta carta. Genghi esta no leito da morte, esta será certamente o último contacto que tens com ele.
Fazendo uma vénia entregou a carta ao remetente, e desapareceu. O velho assim que pegou na carta não tirou os olhos dela. A muito que conhecia Genghi e sabia bem a confiança que este tinha nele. Mas temia. Temia o que este lhe teria a dizer no leito da sua morte. Sabia, enfim, que qualquer coisa de tanto valor era um tesouro. E o que quer que a carta dissesse era de extremo valor, e era só ele podia saber. Genghi o eterno galã, o eterno amante, o herói que nunca lutou.
Apesar de tudo ainda não tinha aberto a carta. Raciocinara o que a carta implicava. Sabia que confiança e segurança estariam em cada palavra. Retirou por fim os olhos da carta e olhou o céu. Ao longe, lentamente, um nevoeiro aproximava-se. Pequenos pássaros de bico branco voavam sobre a sua cabeça. E o velho sorriu. Seria esta a última prenda do destino? Estaria o Deus da morte Yen-Lo-Wang a fazer pouco dele? A trazer-lhe uma última recordação. A pregar lhe uma última partida.
Qualquer um abriria a carta. Não iria temer poderes divinos. Mas o velho sábio da montanha era supersticioso. Pegou na carta entrou na sua pequena cabana e mandou a carta para a fogueira. Entre as chamas a crepitar o Velho ainda pode ver certos pedaços da carta que ainda não queimavam. No mais legível lia-se:
“Amo-a.”
O Mensageiro subiu a alta casa, trazia uma última carta da parte de poderoso Genghi que, no leito da sua morte, ordenara que esta fosse entregue. A carta estava endereçada a um velho sábio que, no alto duma montanha, repousava aguardando que o Deus Yen-Lo-Wang lhe viesse buscar para o levar. Este olhava as nuvens que pairavam a poucos metros da sua cabeça, sustidas por algo invisível, quando subitamente uma ofegante personagem surge quebrando a paz. Tentando recompor a sua postura o mensageiro levanta-se e mantém-se imóvel com a espinha erecta. O velho sábio e pergunta na sua rouca voz:
- Que fazes por aqui na Montanha do Tempo?
- Venho da parte de Genghi, este deseja que recebas esta carta. Genghi esta no leito da morte, esta será certamente o último contacto que tens com ele.
Fazendo uma vénia entregou a carta ao remetente, e desapareceu. O velho assim que pegou na carta não tirou os olhos dela. A muito que conhecia Genghi e sabia bem a confiança que este tinha nele. Mas temia. Temia o que este lhe teria a dizer no leito da sua morte. Sabia, enfim, que qualquer coisa de tanto valor era um tesouro. E o que quer que a carta dissesse era de extremo valor, e era só ele podia saber. Genghi o eterno galã, o eterno amante, o herói que nunca lutou.
Apesar de tudo ainda não tinha aberto a carta. Raciocinara o que a carta implicava. Sabia que confiança e segurança estariam em cada palavra. Retirou por fim os olhos da carta e olhou o céu. Ao longe, lentamente, um nevoeiro aproximava-se. Pequenos pássaros de bico branco voavam sobre a sua cabeça. E o velho sorriu. Seria esta a última prenda do destino? Estaria o Deus da morte Yen-Lo-Wang a fazer pouco dele? A trazer-lhe uma última recordação. A pregar lhe uma última partida.
Qualquer um abriria a carta. Não iria temer poderes divinos. Mas o velho sábio da montanha era supersticioso. Pegou na carta entrou na sua pequena cabana e mandou a carta para a fogueira. Entre as chamas a crepitar o Velho ainda pode ver certos pedaços da carta que ainda não queimavam. No mais legível lia-se:
“Amo-a.”
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Que existe eu sei, mas onde está?
Procuro-a sem parar. Como todos nós. Procuramos e procuramos. Maior parte das vezes, a procura serve para fugirmos de algo. Para nos distrairmos. Para nos enchermos de coragem. Para conseguirmos prosseguir. Continuar nesta jornada.
Procuro, sem dúvida. E na minha procura, algumas coisas dou por garantidas. As pessoas. Não posso confiar nelas. Os desconhecidos. Apenas posso prosseguir. Para todos eles, um bem-haja. E não sou o único.
Não sou o único a procura-la. Aprendi contigo Rui Veloso. Não, não sou o único. Eu continuo. Reconheço quem esta comigo. Sei de uma coisa. Não confiar em ninguém e continuar.
Realmente a vida revelou-se uma bela de uma desilusão. A um ano atrás estava, sem dúvida, muito pior. Com pancas suicidas, louco, idiota. Cego. Sim, cego. E hoje? De todos esses defeitos que me perseguiam, talvez não esteja tão cego como antes.
É difícil, difícil admitir que estamos mal. Que a vida corre mal. Que não está tudo como esperávamos. Que não correu como desejávamos. E não aceitamos críticas. Dizemos mal de quem nos julga. E quem está mal somos nós.
Grande azar de realidade…
Procuro, sem dúvida. E na minha procura, algumas coisas dou por garantidas. As pessoas. Não posso confiar nelas. Os desconhecidos. Apenas posso prosseguir. Para todos eles, um bem-haja. E não sou o único.
Não sou o único a procura-la. Aprendi contigo Rui Veloso. Não, não sou o único. Eu continuo. Reconheço quem esta comigo. Sei de uma coisa. Não confiar em ninguém e continuar.
Realmente a vida revelou-se uma bela de uma desilusão. A um ano atrás estava, sem dúvida, muito pior. Com pancas suicidas, louco, idiota. Cego. Sim, cego. E hoje? De todos esses defeitos que me perseguiam, talvez não esteja tão cego como antes.
É difícil, difícil admitir que estamos mal. Que a vida corre mal. Que não está tudo como esperávamos. Que não correu como desejávamos. E não aceitamos críticas. Dizemos mal de quem nos julga. E quem está mal somos nós.
Grande azar de realidade…
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Poetry that does not rhyme: Blonde haired twins
Still small and cute.
Innocent and happy children.
Looking to the world like it was the first time.
Holding hands to their nanny.
Safe and curious about the world they see and admire.
One step after another.
They keep on trying to walk through.
Trying to walk without falling.
Strangers look at them.
Admiring and smiling to those little angels.
Those small creatures, that one day will be older.
They look at them.
And the only thing that goes on their mind is a sad fact.
Won’t those angels lose their natural beauty, all over the years?
Won’t they grow up and change their angelic hair, face and smile?
On that moment, everyone wished they never had to grow.
They wish those little blonde twins would be little angels forever.
But we have to grow up.
We cannot be children forever.
At a certain point of our lives, we just grow.
We stop looking at the world curious.
We stop holding hands to ours nannies.
We stop being small and beautiful angels.
And let us grow.
Let us say no to Peter Pan.
Let us admit that growing up is a part of ours life’s.
Let us smile and say that childhood were great times.
Great times that will never come back.
But great, no question about it.
Smile for the world grown up.
It’s yours and only yours.
Innocent and happy children.
Looking to the world like it was the first time.
Holding hands to their nanny.
Safe and curious about the world they see and admire.
One step after another.
They keep on trying to walk through.
Trying to walk without falling.
Strangers look at them.
Admiring and smiling to those little angels.
Those small creatures, that one day will be older.
They look at them.
And the only thing that goes on their mind is a sad fact.
Won’t those angels lose their natural beauty, all over the years?
Won’t they grow up and change their angelic hair, face and smile?
On that moment, everyone wished they never had to grow.
They wish those little blonde twins would be little angels forever.
But we have to grow up.
We cannot be children forever.
At a certain point of our lives, we just grow.
We stop looking at the world curious.
We stop holding hands to ours nannies.
We stop being small and beautiful angels.
And let us grow.
Let us say no to Peter Pan.
Let us admit that growing up is a part of ours life’s.
Let us smile and say that childhood were great times.
Great times that will never come back.
But great, no question about it.
Smile for the world grown up.
It’s yours and only yours.
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