“Trabalhamos dia e noite. Suamos mais que muitos e recebemos menos que todos. Porquê? Será por sermos menos inteligentes? Menos cultos ou bonitos? Uma coisa é certa, somos como todos os outros. Talvez nos pagamos a conta do hospital. Também nos pagamos os nossos impostos. Também nos pagamos dia á dia com a nossa saúde e esforço os duros trabalhos que nos dedicamos a cumprir, o melhor que sabemos e podemos. E contudo, é de opinião comum, que não nos tratam como iguais.
Somos como que o lixo. Os pobres incultos que consumem os programas nacionais e não perdem todos os “reality shows” e os programas de perguntas por milhões de euros. Será que somos menos gente porque consumimos esse tipo de programação? Somos parvos porque vemos programas falados na nossa língua? Porque vemos uma data de gente fechada numa casa vivendo uma vida tão boa e sossegada e a criar problemas onde não existem? Porque gostamos de ver um tipo qualquer ganhar um frigorífico ou um carro?
Que tem a ver com isso? Pouco nos importa o que acham. O que é duro é ver como nos representam. Nós, o motor do nosso país. A maioria trabalhadora. Talvez não mexamos em computadores de alto nível. Talvez não saibamos nomes de doenças em latim. Talvez não gastemos todos os dias pelo menos uma hora a ver uma série de televisão estrangeira. Talvez não estejamos a par das tendências de música ou de moda. Mas temos os nossos gostos. As nossas dores e prazeres. As nossas vidas e opiniões. E não é por isso que somos menos ou mais que os outros.
Gostaríamos que nos dessem o devido valor. Gostaríamos que nos deixassem em par com a nossa música, as nossas notícias na televisão e as galas de famosos. Se é assim que queremos estar, que têm com isso? Gostaríamos que olhassem para nós como deve ser. Que deixassem de nos tratar como alvo de chacota em comédias de televisão. Que deixássemos de ser a mancha nos gráficos e esquemas da economia do nosso país. Se já outrora fomos o futuro, então agora que nos dêem oportunidade de bem educar os nossos filhos. Que esses sim, são o futuro deste nosso país.”
segunda-feira, 11 de junho de 2007
domingo, 10 de junho de 2007
Música para ouvir: Youth Grup - Forever Young
let's dance in style
let's dance for a while
heaven can wait we're only watching the sky
hoping for the best but expecting the worst
are you gonna drop the bomb or not
let us die young or let us live forever
dont have the power but we never say never
sitting in the sandpit
life is a short trip
music's for the sad man
can you imagine when this race is run
turn our golden faces into the sun
praisin our leaders, getting in tune
the music's played by the mad men
forever young, i want to be forever young
do you really want to live forever,
forever, forever
forever young, i want to be forever young
do you really want to live forever,
forever, forever
some like water and some are like the heat,
some are melodies, some are the beat,
sooner or later they'll all be gone,
why don't they stay out
it's hard to get on without a cause,
i don't want to perish like a fading voice,
youth is like diamonds in the sun,
diamonds are forever
so many adventures couldn't happen today
so many songs we forgot to play
so many dreams swinging out of the blue
left to come true
forever young, i want to be forever young,
do you really want to live forever
forever, forever
forever young, i want to be forever young
do you really want to live forever
forever, forever
forever young, i want to be forever young
do you really want to live forever,
forever, forever
forever young, i want to be forever young
do you really want to live forever,
forever, forever...
(Nota pessoal: Gostei tanto desta música, que num lapso de bebedeira cantei a música na rua. Estava rouco, bêbado e rodeado de amigos. Que mais podemos desejar?)
sábado, 9 de junho de 2007
Para sempre único
É sem pudor ou vergonha que admito, vou ser feliz. Já fui mais ligado a ideologias. Já dei comigo a massacrar-me sem sentido. A bater em mim mesmo. Já dei comigo a fazer coisas patéticas e estúpidas. Todas elas por mim mesmo. Não culpo nada pelo que fiz.
Todos nós fazemos o que fazemos. Todos nós criamos e improvisamos. De todas as decisões que tomei, umas dispenso alguma vez ter cometido. Outras dou graças por as ter tomado. Gostava contudo de admitir algo, por toda a minha vida, tive medo. Desprezo o medo. Desprezo a ideia de temer algo. De ser ignorante ao ponto de não me prevenir ou de não entender que tudo está bem. Hoje, ao conversar com o meu irmão, este disse algo que me impressionou:
“Escrevo para talvez um dia ganhar dinheiro.”
A conversa alargou e o que saiu da conversa foi que a escrita que o meu irmão escreve, tanto ou mais que eu, é para um dia ter dinheiro á custa disso. O que me entristece um pouco. Talvez pelo facto de eu ser mais novo. Mais “criança”, a minha opinião difere da do meu irmão. Escrevo, porque desejo um dia conseguir mudar alguém, tocar alguém com a minha escrita, ajudar alguém a crescer e encontrar-se a sim mesmo. Gostava mesmo de algum dia, conseguir completar este meu sonho. E contudo, não posso dizer que escrevo para um dia ter dinheiro. Sem dúvida que tenho largos projectos. Grandes obras a completar e talvez um dia, se me for dada a oportunidade, ás desejo publicar.
E este pequeno aparte, fez me concluir algo, ainda tenho muito para crescer. Muito para fazer. Talvez não o consiga fazer. A vida é limitada, e o seu fim é inesperado e impossível de saber. Mas se me for dada a oportunidade, desejo um dia crescer. Desejo um dia completar a minha lista de “coisas a fazer antes de morrer”. Se poder, desejo um dia fazer todo o que sempre quis fazer. Se conseguir, espero continuar a divertir-me e a evoluir, dia após dia. Não vou, no entanto, corrigir os erros que cometi. Acho que o passado não é para se mudar ou remediar. Um dia, sem excepção, vou abençoar tudo o que fiz. O bem e o mal. A vida que temos deve-se a tudo o que fizemos. Seria errado odiar tudo o que fiz de errado. Ser péssimo louvar tudo o que fiz de certo.
A vida é como é, e é limitada. Hoje, hoje que estou mais velho, mais temporal, agradeço a tudo o que tenho e a tudo o que fiz. Obrigado.
Todos nós fazemos o que fazemos. Todos nós criamos e improvisamos. De todas as decisões que tomei, umas dispenso alguma vez ter cometido. Outras dou graças por as ter tomado. Gostava contudo de admitir algo, por toda a minha vida, tive medo. Desprezo o medo. Desprezo a ideia de temer algo. De ser ignorante ao ponto de não me prevenir ou de não entender que tudo está bem. Hoje, ao conversar com o meu irmão, este disse algo que me impressionou:
“Escrevo para talvez um dia ganhar dinheiro.”
A conversa alargou e o que saiu da conversa foi que a escrita que o meu irmão escreve, tanto ou mais que eu, é para um dia ter dinheiro á custa disso. O que me entristece um pouco. Talvez pelo facto de eu ser mais novo. Mais “criança”, a minha opinião difere da do meu irmão. Escrevo, porque desejo um dia conseguir mudar alguém, tocar alguém com a minha escrita, ajudar alguém a crescer e encontrar-se a sim mesmo. Gostava mesmo de algum dia, conseguir completar este meu sonho. E contudo, não posso dizer que escrevo para um dia ter dinheiro. Sem dúvida que tenho largos projectos. Grandes obras a completar e talvez um dia, se me for dada a oportunidade, ás desejo publicar.
E este pequeno aparte, fez me concluir algo, ainda tenho muito para crescer. Muito para fazer. Talvez não o consiga fazer. A vida é limitada, e o seu fim é inesperado e impossível de saber. Mas se me for dada a oportunidade, desejo um dia crescer. Desejo um dia completar a minha lista de “coisas a fazer antes de morrer”. Se poder, desejo um dia fazer todo o que sempre quis fazer. Se conseguir, espero continuar a divertir-me e a evoluir, dia após dia. Não vou, no entanto, corrigir os erros que cometi. Acho que o passado não é para se mudar ou remediar. Um dia, sem excepção, vou abençoar tudo o que fiz. O bem e o mal. A vida que temos deve-se a tudo o que fizemos. Seria errado odiar tudo o que fiz de errado. Ser péssimo louvar tudo o que fiz de certo.
A vida é como é, e é limitada. Hoje, hoje que estou mais velho, mais temporal, agradeço a tudo o que tenho e a tudo o que fiz. Obrigado.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Filme Memorável - Highlander
(Nota pessoal: Um filme que me tocou quando era mais novo. E ainda hoje é um dos meus filmes preferidos.)
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Frases Perdidas na Minha Mente
Deus é gay. 5-5-2007
Jesus ate pode ser eterno, mas provavelmente nunca mandou uma foda, ou teve o prazer de uma vida simples. 5-11-2007
Se a estupidez matasse, não estarias a ler isto. Agradece a Deus meu idiota! 5-12-2007
Se todos tivessem asas, todos gostariam de andar a pé. 5-13-2007
A mentira e uma doença terminal, por muito que lutemos, o fim vai chegar, mais tarde ou mais cedo. 5-14-2007
E quando tudo corre mal, que venha dai o suicídio. 5-15-2007
E tantos anseiam pelas ferias, as ferias sem nada para fazer ou alguém para foder. 5-16-2007
Certas pessoas são passado. 5-18-2007
Não vale a pena manter amizades que nos atrasam na caminhada para lado nenhum. 5-18-2007
Pequenas coisas da vida, fazem-nos felizes, alegres e patéticos seres vivos. Que venham dai esses dias chuvosos e essas tardes de melancolia para alegrar a nossa vida. 5-19-2007
Manhas de sono, tardes a cheirar ganza e noites a comer pó. 5-19-2007
Se a liberdade viesse em bebida, ela seria álcool. 5-20-2007
A alma é como um copo de água. Por vezes cheio outras vezes vazio. Se a minha alma fosse um copo de água, ele estaria vazio. 5-22-2007
O azul é a cor da tristeza. Deus que está no céu, estará ele infeliz? 5-22-2007
Os mandamentos de Deus não se aplicam a todos. 5-23-2007
Somos todos uns doentes mentais á espera que nos dêem comprimidos para nos curar. 5-24-2007
A ausência e a pouca duração, são as únicas qualidades do sofrimento. 5-25-2007
Suspiramos porque ainda acreditamos. 5-26-2007
Se a liberdade fosse uma pessoa, esta já estaria na prisão. 5-27-2007
O mundo é redondo, por muito que andemos voltamos sempre ao ponto de origem. 5-28-2007
A mãe natureza é egoísta. Nós também. 5-28-2007
Perdoa-me Deus, porque eu pequei. Tive pensamentos impuros sobre quem és. Por segundos julguei que eras humano e tinhas alguma compaixão. Perdoa-me. 5-29-2007
Quando somos novos, perdoam-nos porque ainda não sabemos. Quando somos velhos culpam-nos porque já sabemos. 5-30-2007
Quem somos nós para julgar os doentes mentais? 5-30-2007
Deus deve ter um ego gigante. Que outra razão deverá a criação da raça humana ter? 5-30-2007
O sexo move a humanidade. Quem move o sexo? 5-31-2007
Esperar pelo ser perfeito é admitir a nossa imperfeição. 6-1-2007
As prostitutas são o recurso de uma vida sem fantasia. 6-1-2007
O poder de persuasão é a melhor maneira de conseguir o que naturalmente não teríamos direito. 6-1-2007
Não aceitar a realidade, não é ser fraco, é ser-se apenas teimoso. 6-2-2007
A dura verdade, é sempre preferível á doce mentira. 6-3-2007
A loucura provém da consciência da nossa inconsciência. 6-3-2007
A alma é como a música, não toca a todos, mas seria impossível viver sem ela. 6-4-2007
Deus, se não falo contigo, é porque realmente encontrei pessoas mais interessantes que tu. Espero que não leves a peito esta minha traição. 6-5-2007
Os vícios são lixados. Sou um viciado, fodasse! 6-6-2007
Estou grato por todos os belos momentos que passámos. Agora, ajuda-me a limpar as cicatrizes que deixaste. 6-7-2007
Jesus ate pode ser eterno, mas provavelmente nunca mandou uma foda, ou teve o prazer de uma vida simples. 5-11-2007
Se a estupidez matasse, não estarias a ler isto. Agradece a Deus meu idiota! 5-12-2007
Se todos tivessem asas, todos gostariam de andar a pé. 5-13-2007
A mentira e uma doença terminal, por muito que lutemos, o fim vai chegar, mais tarde ou mais cedo. 5-14-2007
E quando tudo corre mal, que venha dai o suicídio. 5-15-2007
E tantos anseiam pelas ferias, as ferias sem nada para fazer ou alguém para foder. 5-16-2007
Certas pessoas são passado. 5-18-2007
Não vale a pena manter amizades que nos atrasam na caminhada para lado nenhum. 5-18-2007
Pequenas coisas da vida, fazem-nos felizes, alegres e patéticos seres vivos. Que venham dai esses dias chuvosos e essas tardes de melancolia para alegrar a nossa vida. 5-19-2007
Manhas de sono, tardes a cheirar ganza e noites a comer pó. 5-19-2007
Se a liberdade viesse em bebida, ela seria álcool. 5-20-2007
A alma é como um copo de água. Por vezes cheio outras vezes vazio. Se a minha alma fosse um copo de água, ele estaria vazio. 5-22-2007
O azul é a cor da tristeza. Deus que está no céu, estará ele infeliz? 5-22-2007
Os mandamentos de Deus não se aplicam a todos. 5-23-2007
Somos todos uns doentes mentais á espera que nos dêem comprimidos para nos curar. 5-24-2007
A ausência e a pouca duração, são as únicas qualidades do sofrimento. 5-25-2007
Suspiramos porque ainda acreditamos. 5-26-2007
Se a liberdade fosse uma pessoa, esta já estaria na prisão. 5-27-2007
O mundo é redondo, por muito que andemos voltamos sempre ao ponto de origem. 5-28-2007
A mãe natureza é egoísta. Nós também. 5-28-2007
Perdoa-me Deus, porque eu pequei. Tive pensamentos impuros sobre quem és. Por segundos julguei que eras humano e tinhas alguma compaixão. Perdoa-me. 5-29-2007
Quando somos novos, perdoam-nos porque ainda não sabemos. Quando somos velhos culpam-nos porque já sabemos. 5-30-2007
Quem somos nós para julgar os doentes mentais? 5-30-2007
Deus deve ter um ego gigante. Que outra razão deverá a criação da raça humana ter? 5-30-2007
O sexo move a humanidade. Quem move o sexo? 5-31-2007
Esperar pelo ser perfeito é admitir a nossa imperfeição. 6-1-2007
As prostitutas são o recurso de uma vida sem fantasia. 6-1-2007
O poder de persuasão é a melhor maneira de conseguir o que naturalmente não teríamos direito. 6-1-2007
Não aceitar a realidade, não é ser fraco, é ser-se apenas teimoso. 6-2-2007
A dura verdade, é sempre preferível á doce mentira. 6-3-2007
A loucura provém da consciência da nossa inconsciência. 6-3-2007
A alma é como a música, não toca a todos, mas seria impossível viver sem ela. 6-4-2007
Deus, se não falo contigo, é porque realmente encontrei pessoas mais interessantes que tu. Espero que não leves a peito esta minha traição. 6-5-2007
Os vícios são lixados. Sou um viciado, fodasse! 6-6-2007
Estou grato por todos os belos momentos que passámos. Agora, ajuda-me a limpar as cicatrizes que deixaste. 6-7-2007
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Gravidade para que te quero
Prendes me á terra. Todos te têm constantemente. Os cientistas chamam te de gravidade. E contudo, acho que não é a gravidade que nos prende na terra. Pelo menos a mim. São certas coisas. Certas pessoas. Certas esperanças. Todas elas razoes para nos prendermos á Terra. Gravidade? Sem dúvida, mas se quero ser verdadeiro, digo-o sem problemas, o que me prende a esta Terra, não é uma lei científica, mas a esperança.
Mas de esperanças, já estamos nós todos cheios. Esperanças de uma vida melhor, de um carro melhor, dum emprego melhor e duma saúde estável. E contudo, nem aqui me aplico ao estereótipo comum. Estou com esperanças, estou sim, mas nenhuma dessas. Estou com esperanças na confiança. Numa vida onde confiar uns nos outros é normal, comum e revigorante. Estou com esperanças numa sociedade mais justa, alargada e serena.
Mas sinto-me infeliz. Não sei se foi culpa minha ou não, mas tornei-me um viciado. Independentemente do momento, lugar ou condição, eu estou sempre viciado. Talvez esteja viciado em algo inofensivo. Ou algo mortal. A verdade é que esquecendo o que quer que possa acontecer, eu preciso desse vício. Preciso dessa coisa que me vai acalmar, indirectamente e mesmo sem eu saber que esta o faz. Preciso desse hábito suicida e constante. Preciso de saber que posso recorrer a ele, a qualquer momento.
O problema deste meu vício é que o aplico a objectos. Substâncias. Pessoas. E destes três, o seu uso abusado acaba por os estragar, mesmo até sufocar. Os objectos quer sejam autênticos ou apenas virtuais, perdem a sua cor e o seu brilho inicial. As substâncias passam pelo sangue tanto que até o próprio cheiro me enjoa e sufoca. E as pessoas, essas afastam-se de medo, tanta é a responsabilidade sobre eles, já que carregam a tua pessoa. A tua alma. Quem tu és.
A gravidade existe. Apenas a minha gravidade varia. Hoje é cafeína. Quem sabe amanha é cocaína. Ou talvez nunca o seja. Talvez apenas tenha dito cocaína porque rima com cafeína. A verdade é que me assusto a mim mesmo. Tenho de parar de me viciar em tudo. Tenho de parar. Os vícios que já tive davam uma lista. E com cada item, estariam as longas horas de prazer. Os abusos e usos contínuos. Tenho de parar. Parar agora que é cedo. Parar com os vícios!
E já estou a precisar de um vício novo. Como cheguei a isto?
Mas de esperanças, já estamos nós todos cheios. Esperanças de uma vida melhor, de um carro melhor, dum emprego melhor e duma saúde estável. E contudo, nem aqui me aplico ao estereótipo comum. Estou com esperanças, estou sim, mas nenhuma dessas. Estou com esperanças na confiança. Numa vida onde confiar uns nos outros é normal, comum e revigorante. Estou com esperanças numa sociedade mais justa, alargada e serena.
Mas sinto-me infeliz. Não sei se foi culpa minha ou não, mas tornei-me um viciado. Independentemente do momento, lugar ou condição, eu estou sempre viciado. Talvez esteja viciado em algo inofensivo. Ou algo mortal. A verdade é que esquecendo o que quer que possa acontecer, eu preciso desse vício. Preciso dessa coisa que me vai acalmar, indirectamente e mesmo sem eu saber que esta o faz. Preciso desse hábito suicida e constante. Preciso de saber que posso recorrer a ele, a qualquer momento.
O problema deste meu vício é que o aplico a objectos. Substâncias. Pessoas. E destes três, o seu uso abusado acaba por os estragar, mesmo até sufocar. Os objectos quer sejam autênticos ou apenas virtuais, perdem a sua cor e o seu brilho inicial. As substâncias passam pelo sangue tanto que até o próprio cheiro me enjoa e sufoca. E as pessoas, essas afastam-se de medo, tanta é a responsabilidade sobre eles, já que carregam a tua pessoa. A tua alma. Quem tu és.
A gravidade existe. Apenas a minha gravidade varia. Hoje é cafeína. Quem sabe amanha é cocaína. Ou talvez nunca o seja. Talvez apenas tenha dito cocaína porque rima com cafeína. A verdade é que me assusto a mim mesmo. Tenho de parar de me viciar em tudo. Tenho de parar. Os vícios que já tive davam uma lista. E com cada item, estariam as longas horas de prazer. Os abusos e usos contínuos. Tenho de parar. Parar agora que é cedo. Parar com os vícios!
E já estou a precisar de um vício novo. Como cheguei a isto?
terça-feira, 5 de junho de 2007
Poetry that does not rhyme: Enough of games
That is enough.
No more games to entertain your mind.
No more lies to lighten up your smile.
No more false feelings and false conversations.
Is it enough?
Do you think we’re ready to say stop?
I believe that you enjoy this.
It’s the only logical answer.
You enjoy having someone like me to speak with you.
You like the idea that someone actually cares about you.
You like to think that you’re not alone.
And yet you are.
I hope now, when you get home and watch your favourite mirror you think of me.
I hope that each day, you remember how close we were.
How our friendship was delightful.
I can only hope now, that my absence make you suffer.
That the fact that I’m away, makes you feel like a worthless crap.
In my soul, I wish you feel jealous of all the other girls.
I wish you that you cry.
I wish that you punish yourself for judging me wrong.
I wish that when I’m away, you feel sick and alone.
Because one thing for sure, I was yours and you didn’t care.
Goodbye then and I wish that you make a troubled journey back to another man’s arms.
Another guy to use.
Another person to abuse.
Another soul to improve.
No more games to entertain your mind.
No more lies to lighten up your smile.
No more false feelings and false conversations.
Is it enough?
Do you think we’re ready to say stop?
I believe that you enjoy this.
It’s the only logical answer.
You enjoy having someone like me to speak with you.
You like the idea that someone actually cares about you.
You like to think that you’re not alone.
And yet you are.
I hope now, when you get home and watch your favourite mirror you think of me.
I hope that each day, you remember how close we were.
How our friendship was delightful.
I can only hope now, that my absence make you suffer.
That the fact that I’m away, makes you feel like a worthless crap.
In my soul, I wish you feel jealous of all the other girls.
I wish you that you cry.
I wish that you punish yourself for judging me wrong.
I wish that when I’m away, you feel sick and alone.
Because one thing for sure, I was yours and you didn’t care.
Goodbye then and I wish that you make a troubled journey back to another man’s arms.
Another guy to use.
Another person to abuse.
Another soul to improve.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Diário da traição
“Se eu fosse quem era antes, já estarias no alvo da minha mente. Gente como tu mete-te nojo. Traem-me a confiança. Enojam o vínculo que os une com os seus amigos. E contudo, nada os impede de o fazerem: de traírem os seus amigos. Seríamos nós mesmos amigos? Gosto de pensar que sim. Que éramos amigos até tu me enganares. Será que tu sabias? Será que no momento em que tentavas destruir a minha imagem, será que te lembraste de mim? Será que pensaste:
“O que estou eu a fazer? Estou a trair um amigo meu. Estou a dizer mal nas suas costas. Estou a lixar a sua imagem.”
Pergunto-me, o que terás tu ganho. Será que alguém te pagou? Alguém te forçou a dizeres o que disseste? A fazeres o que fizeste? Uma coisa é verdade. Nada me escapa. E a tua traição. Bem, abalou por completo o que havia entre nós. Gosto de pensar, que entre amigos, existe uma espécie de protecção. Algo invisível e intemporal. Algo que nos une. Para o bem e para o mal. E agora, agora sinto que não existe nada. Que o mal que fizeste, arruinou esse pacto mutuo. Essa reciprocidade.
Se eu fosse, quem era á um ano, acredita que já estarias a ouvir de mim. Já estarias a pedir desculpa. A admitir o teu erro. Mas mudei. Amadureci. Agora, não me interessa o confronto. Que te preocupa se te confrontar? Não terei qualquer certeza que voltes a repetir. Apenas irás ouvir, dizer o que eu quero que digas. E ires-te embora.
E mais uma vez, passarás impune ás minhas palavras. Não te irei magoar. Mas não. Isso era o que eu fazia antes. Antes de aprender o insucesso de tais atitudes. Agora. Agora prepara-te. Vou mexer com a cabeça. Fazer-te remoer de perguntas. Fazer-te olhar para mim e sentir remorsos. Fazer-te desprezar quem tu és, pelo que me fizeste. Espero que doa. Espero que doa tanto quanto doeu a tua traição á minha pessoa. Espero que sofras.
Ah, a traição dói.
E o prazer que vai surgir da tua traição, será apenas para um de nós: Eu.
E a dor que vai surgir da tua traição, será apenas para um de nós: Tu.”
“O que estou eu a fazer? Estou a trair um amigo meu. Estou a dizer mal nas suas costas. Estou a lixar a sua imagem.”
Pergunto-me, o que terás tu ganho. Será que alguém te pagou? Alguém te forçou a dizeres o que disseste? A fazeres o que fizeste? Uma coisa é verdade. Nada me escapa. E a tua traição. Bem, abalou por completo o que havia entre nós. Gosto de pensar, que entre amigos, existe uma espécie de protecção. Algo invisível e intemporal. Algo que nos une. Para o bem e para o mal. E agora, agora sinto que não existe nada. Que o mal que fizeste, arruinou esse pacto mutuo. Essa reciprocidade.
Se eu fosse, quem era á um ano, acredita que já estarias a ouvir de mim. Já estarias a pedir desculpa. A admitir o teu erro. Mas mudei. Amadureci. Agora, não me interessa o confronto. Que te preocupa se te confrontar? Não terei qualquer certeza que voltes a repetir. Apenas irás ouvir, dizer o que eu quero que digas. E ires-te embora.
E mais uma vez, passarás impune ás minhas palavras. Não te irei magoar. Mas não. Isso era o que eu fazia antes. Antes de aprender o insucesso de tais atitudes. Agora. Agora prepara-te. Vou mexer com a cabeça. Fazer-te remoer de perguntas. Fazer-te olhar para mim e sentir remorsos. Fazer-te desprezar quem tu és, pelo que me fizeste. Espero que doa. Espero que doa tanto quanto doeu a tua traição á minha pessoa. Espero que sofras.
Ah, a traição dói.
E o prazer que vai surgir da tua traição, será apenas para um de nós: Eu.
E a dor que vai surgir da tua traição, será apenas para um de nós: Tu.”
domingo, 3 de junho de 2007
Música para ouvir: Low - Over the Ocean
over the ocean
i'm over the ocean
over the hills, over the dell
over the fireline
over the sand, over the plan
over the empire
and if I belong, then I'll be longer than expected
and if I'm wrong, the mighty and strong will be rejected
over the ocean
(Nota pessoal: Uma música de deixar tocar e voar por aí. Sem problemas ou hora de entrada. Sem chatices ou preocupações, apenas por aí, a voar.)
sábado, 2 de junho de 2007
Aceitar o que nos é dado
Tudo o que temos, é o que merecemos. Não controlamos o que nos rodeia. Não controlamos o mundo. Não controlamos as más notícias. Apenas controlamos a maneira como as recebemos. Talvez a vida se resume a, aprender a resistir. O mundo é incontrolável. Por muitos líderes que possam existir. Por muitos Deuses que se possam idealizar. Por muitos Santos que se possa venerar. Somos no fundo almas passivas. Vivemos cada dia, e adormecemos á espera que nos contém de más notícias. E se o mundo não nos traz más notícias, então o dia foi perfeito e adormecemos em sintonia. Mas e se contudo o mundo traz más notícias? Então choramos, entristecemos e esperamos que o mesmo não volte a acontecer.
O mundo é inevitável. É como um oceano vasto, e nós, apenas mais um naufrago á deriva. Esperamos nós por um barco acolhedor, ou uma terra por descobrir? O que quer que seja tentamos nos manter vivos. Tentamos não nos afogar. Tentamos não atrofiar. No fundo, a vida resume a não perder o bom senso. Não perder a esperança. Não deixar a loucura tomar conta de nós.
Será então possível resumir a vida como, uma mentira? Uma grande mentira em que nós somos os protagonistas. Aguentamos cada dia com os seus problemas e atitudes. Desventuras e aventuras. E no fim, o que queremos mesmo, é não dar em doidos. É não dar azo á loucura constante. Eu devo confessar, já dei em doido. Tão em doido que nem gosto de relembrar. E hoje, hoje penso que é normal ser doido. É normal criar um mundo para onde viver. É normal querer procurar por algo mais interessante que a realidade. Não aceitar a realidade, não é ser fraco, é ser-se apenas teimoso. Quem quer aceitar esta nossa realidade?
Não julgo, e tenho ódio a quem julga os doidos? Serão eles mais lúdicos? E o que será a lucidez ao fim e ao cabo? Será de gente lúcida, julgar alguém? Sabendo que nenhum de nós deve julgar. Porque no fundo, não somos deuses ou seres inocentes ao ponto de podermos julgar alguém. Não. Somos apenas seres demasiado imaginativos e interesseiros. Demasiado egoístas e teimosos. Seremos nós todos uns doentes mentais? Sem sintomas ou cura aparente?
Tenho a certeza que sim.
O mundo é inevitável. É como um oceano vasto, e nós, apenas mais um naufrago á deriva. Esperamos nós por um barco acolhedor, ou uma terra por descobrir? O que quer que seja tentamos nos manter vivos. Tentamos não nos afogar. Tentamos não atrofiar. No fundo, a vida resume a não perder o bom senso. Não perder a esperança. Não deixar a loucura tomar conta de nós.
Será então possível resumir a vida como, uma mentira? Uma grande mentira em que nós somos os protagonistas. Aguentamos cada dia com os seus problemas e atitudes. Desventuras e aventuras. E no fim, o que queremos mesmo, é não dar em doidos. É não dar azo á loucura constante. Eu devo confessar, já dei em doido. Tão em doido que nem gosto de relembrar. E hoje, hoje penso que é normal ser doido. É normal criar um mundo para onde viver. É normal querer procurar por algo mais interessante que a realidade. Não aceitar a realidade, não é ser fraco, é ser-se apenas teimoso. Quem quer aceitar esta nossa realidade?
Não julgo, e tenho ódio a quem julga os doidos? Serão eles mais lúdicos? E o que será a lucidez ao fim e ao cabo? Será de gente lúcida, julgar alguém? Sabendo que nenhum de nós deve julgar. Porque no fundo, não somos deuses ou seres inocentes ao ponto de podermos julgar alguém. Não. Somos apenas seres demasiado imaginativos e interesseiros. Demasiado egoístas e teimosos. Seremos nós todos uns doentes mentais? Sem sintomas ou cura aparente?
Tenho a certeza que sim.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Filme Memorável - Terminator 2
(Nota pessoal: Um dos melhores filmes de quando era mais novo. Ainda hoje o vejo com entusiasmo. Fez-me pensar se no futuro, lutaremos todos, unidos, contra um mal comum. Ainda por descobrir e aprender a superar.)
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Análise de uma passagem do Novo Testamento
A comparação dos dois filhos
Mateus 21, versículos 28 – 30
“28Jesus falou ainda deste modo: «Que lhes parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: «Filho, vai trabalhar hoje para a vinha.» 29Mas ele respondeu: «Não Quero!» Depois arrependeu-se e foi. 30Dirigiu-se também ao outro filho e fez-lhe o mesmo pedido. E ele respondeu. «Vou, sim, senhor!» Mas não foi.”
O Primeiro Filho
O primeiro filho, recusou o pedido inicialmente, mas acabou por aceitar.
Este representa Israel, que inicialmente não aceitou a palavra de Cristo, mas acabou por se tornar crente. Representa todos nós, quando sentimos uma necessidade de procurar uma razão para acreditar em Deus.
O Segundo Filho
O segundo filho aceitou o pedido, mas depois não foi a vinha como prometera.
Este representa os falsos crentes, que por muito que apregoe e acredite em Deus, acaba por no fim se demonstrar como um falso crente. Representa todos os que acreditam e não questionam, acabando por no fundo não saber o quem é realmente o Deus que acreditam.
Conclusão
Deus dá valor a quem acaba por acreditar nele, do que aqueles que cegamente vêem deus, mas nunca o deixam crescer na sua razão.
Deus é portanto como um adereço a nossa vida, um hábito que por vezes podemos questionar, para mais tarde o encontrarmos.
(Nota pessoal: Trabalhos de religião são a melhor maneira de provar aquilo que não somos.)
Mateus 21, versículos 28 – 30
“28Jesus falou ainda deste modo: «Que lhes parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: «Filho, vai trabalhar hoje para a vinha.» 29Mas ele respondeu: «Não Quero!» Depois arrependeu-se e foi. 30Dirigiu-se também ao outro filho e fez-lhe o mesmo pedido. E ele respondeu. «Vou, sim, senhor!» Mas não foi.”
O Primeiro Filho
O primeiro filho, recusou o pedido inicialmente, mas acabou por aceitar.
Este representa Israel, que inicialmente não aceitou a palavra de Cristo, mas acabou por se tornar crente. Representa todos nós, quando sentimos uma necessidade de procurar uma razão para acreditar em Deus.
O Segundo Filho
O segundo filho aceitou o pedido, mas depois não foi a vinha como prometera.
Este representa os falsos crentes, que por muito que apregoe e acredite em Deus, acaba por no fim se demonstrar como um falso crente. Representa todos os que acreditam e não questionam, acabando por no fundo não saber o quem é realmente o Deus que acreditam.
Conclusão
Deus dá valor a quem acaba por acreditar nele, do que aqueles que cegamente vêem deus, mas nunca o deixam crescer na sua razão.
Deus é portanto como um adereço a nossa vida, um hábito que por vezes podemos questionar, para mais tarde o encontrarmos.
(Nota pessoal: Trabalhos de religião são a melhor maneira de provar aquilo que não somos.)
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Alguém que me ouviu
Concluo, nos vários pensamentos que passam pela minha mente, que o que mais queremos é alguém que nos ouça. Alguém que nos respeite. Alguém que note o nosso esforço e diga:
“Força, tu consegues.”
Acho que este sentimento de encorajamento move a humanidade. O pior, é que andamos a encorajar as coisas erradas. Andamos a gostar das coisas piores que o ser humano tem. Gozamos uns com os outros para os ver irritados e frustrados. Andamos pelos caminhos errados a pedir que nos notem. E no fundo, esse sentimento de encorajamento, muda a sua força, incentivo e objectivo. Por vezes somos levados a fazer algo de errado, apenas para nos sentirmos importantes.
Seria eu quem sou, se nunca me tivessem incentivado as coisas erradas? Se a bebida fosse desprezada, provavelmente eu não teria tomado certas loucuras. Se a amizade fosse louvada, eu talvez nunca tivesse magoado as pessoas erradas. Se a verdade fosse imposta, eu talvez não seria tão fraco. E contudo, incentivamos as coisas erradas. Observamos espantados quando alguém consegue mentir. Gratificamos quem mente, porque conseguiu se safar de algo inevitável. Serão os políticos gratificados? Será por isso que mentem?
A verdade é que já me disseram que sou o melhor, em várias coisas. Suficiente para fazer uma curta lista. E contudo, se me der ao trabalho de tentar descodificar qual dessas coisas é “útil”, então a lista será muito encurtada. Encurtada até demais. Concluo, sem dúvida, que sou o melhor em coisas erradas e passageiras. E para que serve todo este espectáculo e atitudes? Para alimentar o ego.
E quem não precisa de aumentar o ego? Quem não gosta de passar uns minutos ao espelho? Quem não gosta de ser o melhor? Quem não gosta de ser aplaudido? Quem não gosta de ser homenageado? Quem não gosta de ser respeitado? Somos todos humanos, todos gostamos de sentir encorajamento e gratificação pelas nossas atitudes. Todos sem excepção.
Até Deus! Até Deus com as cerimónias religiosas e versos poéticos. Deus deve ter um ego gigante. E por muito “nada” que ele faça, continua a ser homenageado.
Viva á humanidade e ao seu ego sedento de consideração.
“Força, tu consegues.”
Acho que este sentimento de encorajamento move a humanidade. O pior, é que andamos a encorajar as coisas erradas. Andamos a gostar das coisas piores que o ser humano tem. Gozamos uns com os outros para os ver irritados e frustrados. Andamos pelos caminhos errados a pedir que nos notem. E no fundo, esse sentimento de encorajamento, muda a sua força, incentivo e objectivo. Por vezes somos levados a fazer algo de errado, apenas para nos sentirmos importantes.
Seria eu quem sou, se nunca me tivessem incentivado as coisas erradas? Se a bebida fosse desprezada, provavelmente eu não teria tomado certas loucuras. Se a amizade fosse louvada, eu talvez nunca tivesse magoado as pessoas erradas. Se a verdade fosse imposta, eu talvez não seria tão fraco. E contudo, incentivamos as coisas erradas. Observamos espantados quando alguém consegue mentir. Gratificamos quem mente, porque conseguiu se safar de algo inevitável. Serão os políticos gratificados? Será por isso que mentem?
A verdade é que já me disseram que sou o melhor, em várias coisas. Suficiente para fazer uma curta lista. E contudo, se me der ao trabalho de tentar descodificar qual dessas coisas é “útil”, então a lista será muito encurtada. Encurtada até demais. Concluo, sem dúvida, que sou o melhor em coisas erradas e passageiras. E para que serve todo este espectáculo e atitudes? Para alimentar o ego.
E quem não precisa de aumentar o ego? Quem não gosta de passar uns minutos ao espelho? Quem não gosta de ser o melhor? Quem não gosta de ser aplaudido? Quem não gosta de ser homenageado? Quem não gosta de ser respeitado? Somos todos humanos, todos gostamos de sentir encorajamento e gratificação pelas nossas atitudes. Todos sem excepção.
Até Deus! Até Deus com as cerimónias religiosas e versos poéticos. Deus deve ter um ego gigante. E por muito “nada” que ele faça, continua a ser homenageado.
Viva á humanidade e ao seu ego sedento de consideração.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Poetry that does not rhyme: Away from my world
Tripped on the wrong crossroad.
Find myself lost on the wrong country.
Away from a world full of different opportunities.
I am not from here.
People look at me like I was one of them.
Yet I’m different.
I walk among them.
They look at me respectfully.
Like I was their family.
Like I was one of them.
But they should know.
I’m different.
They laugh together.
They speak together.
They even seem to breathe together.
And me?
Well I’m different.
I’m not like them.
It seems just like God made a mistake.
Changed the addresses and suddenly, I went to this world.
May be, somewhere, someone fells like me.
Like everything is wrong.
Like all of this is displaced from its purpose.
Its target.
Its destiny.
And well, I keep on living.
God doesn’t care.
I don’t blame him.
The world is so full of pain and despair.
And I’m just a kid, with money, family and friends.
A young child that doesn’t appreciate his life.
A rich boy, who thinks a lot, and find problems where they don’t exist.
I’m pathetic.
Strike me god, because I have sin.
I broke many commandments in all my life.
And worst of all, I’m still alive.
Will you strike me God, or is Africa taking all your spare time?
Find myself lost on the wrong country.
Away from a world full of different opportunities.
I am not from here.
People look at me like I was one of them.
Yet I’m different.
I walk among them.
They look at me respectfully.
Like I was their family.
Like I was one of them.
But they should know.
I’m different.
They laugh together.
They speak together.
They even seem to breathe together.
And me?
Well I’m different.
I’m not like them.
It seems just like God made a mistake.
Changed the addresses and suddenly, I went to this world.
May be, somewhere, someone fells like me.
Like everything is wrong.
Like all of this is displaced from its purpose.
Its target.
Its destiny.
And well, I keep on living.
God doesn’t care.
I don’t blame him.
The world is so full of pain and despair.
And I’m just a kid, with money, family and friends.
A young child that doesn’t appreciate his life.
A rich boy, who thinks a lot, and find problems where they don’t exist.
I’m pathetic.
Strike me god, because I have sin.
I broke many commandments in all my life.
And worst of all, I’m still alive.
Will you strike me God, or is Africa taking all your spare time?
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Diário da nossa amizade
“Cada dia que passo, confio mais em ti. Conheço-te mais e desvendo quem tu és. Há quem diga que ninguém te conhece melhor que eu, e contudo eu sou o primeiro a nega-lo. Talvez de facto, seja em quem mais te conhece, mas contudo acho que és muito mais do que aquilo que aparentas ser. És um universo, misto de milhares de diferentes planetas. Cada pedaço de ti é diferente, mais surpreendente e apaixonante. Confio em ti.
Mas e se me trais? Confio tanto em ti que não sei o que faria de mim se alguma vez me enganasses. Não seria possível. Tu nunca o farias. És tão bondoso, tão amigo, tão único. E se me trais? Se me enganas? Se pensas apenas em ti e me magoas? Não. Tu nunca o farias. E obrigado por poder confiar tanto em ti.
Se toda a gente tivesse um amigo tão bom quanto tu, não haveria violência no mundo. Não haveria dor ou tristeza. Se toda a gente tivesse alguém como tu ao seu lado, então seríamos tão mais felizes. Tão mais humanos. E contudo, muitos se entristecem, pela falta de alguém chegado. Pela falta de alguém com quem falar. Alguém a quer depor as suas diferenças e igualdades. Alguém com quem falar e desanuviar. Alguém para ajudar e gostar.
E se eu não te conhecesse? E se eu nunca tivesse visto? Se estivesses noutro lado no minuto em que percebi que eras de confiança? A nossa amizade é forte, e contudo a sua origem é tão ténue e indescritível. Não sei. Não sei quantas vigas carregam esta nossa amizade. Não sei quanto tempo durará, ou quantas vezes cairá. Mas contudo sei algo. Não me desiludiste. E agradeço tanto pelo facto de sermos tão amigos e chegados. Devo-te muito. Obrigado amigo.”
Mas e se me trais? Confio tanto em ti que não sei o que faria de mim se alguma vez me enganasses. Não seria possível. Tu nunca o farias. És tão bondoso, tão amigo, tão único. E se me trais? Se me enganas? Se pensas apenas em ti e me magoas? Não. Tu nunca o farias. E obrigado por poder confiar tanto em ti.
Se toda a gente tivesse um amigo tão bom quanto tu, não haveria violência no mundo. Não haveria dor ou tristeza. Se toda a gente tivesse alguém como tu ao seu lado, então seríamos tão mais felizes. Tão mais humanos. E contudo, muitos se entristecem, pela falta de alguém chegado. Pela falta de alguém com quem falar. Alguém a quer depor as suas diferenças e igualdades. Alguém com quem falar e desanuviar. Alguém para ajudar e gostar.
E se eu não te conhecesse? E se eu nunca tivesse visto? Se estivesses noutro lado no minuto em que percebi que eras de confiança? A nossa amizade é forte, e contudo a sua origem é tão ténue e indescritível. Não sei. Não sei quantas vigas carregam esta nossa amizade. Não sei quanto tempo durará, ou quantas vezes cairá. Mas contudo sei algo. Não me desiludiste. E agradeço tanto pelo facto de sermos tão amigos e chegados. Devo-te muito. Obrigado amigo.”
domingo, 27 de maio de 2007
Música para ouvir: Enigma – Return to Innocence
Love - devotion
Feeling - emotion
.
Don’t be afraid to be weak
Don’t be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence
.
If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don’t hide
Just believe in destiny
.
Don’t care what people say
Just follow your own way
Don’t give up and use the chance
To return to innocence
.
That’s not the beginning of the end
That’s the return to yourself
The return to innocence
.
Don’t care what people say
Follow just your own way
Follow just your own way
Don’t give up, don’t give up
To return, to return to innocence.
If you want then laugh
If you must then cry
Be yourself don’t hide
Just believe in destiny
(Nota pessoal: Esta música, fazia parte dos meus momentos de infância. Uma infância já ao longe e que merece aqui o seu lugar. Por acaso sempre achei que esta música era de índios americanos.)
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