Sou humano e não o digo pelos meus defeitos ou condição. Sou humano. Também oiço músicas foleiras e passam dias que me envergonho a mim mesmo. Mas no fundo, estou me a foder para esse facto. Já houve alturas em que odiava a ideia de ser humano. Ter os mesmos defeitos. As mesmas tendências As mesmas porcarias de sentimentos, que todos os outros têm. Sempre fugi da minha humanidade. E agora admito ser humano.
Sou um caraças de um humano. Ando de Táxi e como hamburgers. Sou humano. Saiu á noite e fico boquiaberto a ver tantos rabos de saia juntos. Sou humano. Oiço músicas foleiras e tenho ódio de quem sou. Sou humano. Finjo ser alguém que não sou vezes e vezes sem conta. Sou humano. Já bebi demais e vomitei. Sou humano. Nunca fumei nem penso fumar num futuro próximo. Sou humano. Ás vezes sou tímido e patético. Sou humano.
Sou humano.
Sou humano?
Bela conclusão. Agora, não estou arrependido. Não estou. Foi essa a condição que me deram e é quem sou. Costumo gostar de o ser. Ás vezes irrito-me. Dão me certos vaipes e começo a maltratar as pessoas. Gostava de ser diferente. Gostava de ser mais educado. Gostava de ser mais atencioso. Gostava de ser mais amigo. Gostava de saber tocar algum instrumento. Gostava de publicar um livro. Gostava de aprender a “surfar”. Gostava de fazer uma tatuagem a dizer “Cogito, Ergo Sum” no meu pulso. Gostava de saber fritar um bife. Gostava de conseguir correr mais rápido. Gostava de dar sangue. Gostava de partilhar uma casa com alguém da minha idade. Gostava de fazer um filme, uma música, uma obra de arte. Gostava de me rir mais. Gostava de não ser idiota. Gostava de por o passado ás costas. Gostava de dar um beijo em alguém que gosto. Gostava de abraçar alguém á chuva.
E qual é o problema? Que te impede de fazer tudo aquilo que gostas? És humano. Usas calças de ganga dois números acima do que precisas. Usas uma t-shirt diferente todos os dias. Já não usas relógio no pulso esquerdo. Usas uma pulseira diferente cada ano no pulso direito. Usas roupa a condizer. Usas aquilo que mais te convém para ultrapassar os obstáculos.
Apenas uma coisa me impede de fazer o que gostaria de fazer. Eu mesmo. A vida foi me oferecida. A minha nação não está em guerra. As ruas não são um perigo constante. Tenho tecto e cama onde dormir. Tenho amigos e cultura. Família e literatura. O mundo foi me dado. Todas as oportunidades foram me atiradas para a frente. Basta-me escolher. Tudo está ao meu alcance. O que me impede? Eu mesmo. Resta-me ultrapassar esse patético obstáculo e ir até onde quero ir. A todo o lado e a lado algum. Ao espaço e voltar. Á vida que escolhi e que quero ter. Basta-me ultrapassar-me. Apenas isso… Basta-me negar o que não quero, e abraçar o que sempre quis.
sábado, 28 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Filme memorável - Lord of War
(Nota pessoal: Um dos melhores inícios de filme que já vi. Recomendo vivamente, dá uma visão sincera do negócio das armas e os seus envolventes actualmente)
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Textos soltos: Paz
Meu amigo,
“Escrevo-te para dizer como podemos construir um mundo melhor.”
Não é de mim ou de ti que o futuro depende é de toda a gente, se vires alguém na rua que é boa ou má é porque ela quer. E se ela quiser pode ser da sua ajuda que depende o futuro. Um futuro melhor não é o que parece o que se quer hoje em dia.
Ainda me lembro de um dia de aulas em que numa ficha de trabalho, tal como em muitas outras, nesta ficha discutiamos factos de opiniões, aparecia uma frase ao qual me fez pensar talvez só eu tenha “bloqueado” naquela pergunta, ela fez-me pensar. “Com um pouco de prática qualquer pessoa pode fazer o pino.” Foi esta mesma frase.
Pensei muito até a deixei para o fim, na minha opinião era um facto, pois concordo que até eu (que não sei fazer o pino) aprenderia. Esta frase faz pensar no futuro e se mudássemos esta frase e perguntassemos ao mundo “Com um pouco de prática todos nós faremos a paz? Facto ou opinião?” E a resposta deveria ser facto, e se disessem que era um facto então patriquem a paz. Só que hoje em dia no pensamento das pessoas so há uma coisa que elas sabem “Só acredito naquilo que vejo.” Diz-me é esta a atitude correta?
Na sala de aula chegamos à frase “Com um pouco de prática qualquer pessoa pode fazer o pino.” Dentro de mim pensei que não iam concordar comigo pois as pessoas hoje em dia pensam que é impossivel fazermos aquilo que queremos. Decidi ouvir a opinião da minha turma sobre a pergunta, e todos disseram que era uma “opinião”, eu não fiquei calado e dei a minha opinião.Todos se pusseram a discutir mas com um certo gozo, não liguei quis ouvir o que ía dizer a professora. E ela disse que era uma opinião, eu gritei bem alto “Nós podemos fazer tudo o que quisermos, é só querermos!” a aula começou-se a rir dando ideias que parecem absurdas, mas na verdade no passado alguém pode ter dito “Enventarei uma máquina que pode congelar comida!” nessa altura podem ter morrido de riso. E hoje, eles continuam a rir?
“Na vida presente o bem material é o mais importante”, é esta a frase que está na mente das pessoas hoje em dia quase que é necessário ir ver ao dicionário para percebê-la.
Se querem um “bem material” tenham um amigo pois a Bíblia diz: ”Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro.” É esta é a chave para a paz, para um futuro melhor, e para a vida.
“Não podes lamentar-te por não teres um amigo. O defeito é teu e não do mundo.”
Todos nós vemos organizações para ajudar os necessitados, que estão doentes podemos ter pena deles, chorar por eles, só que “Meu amigo é aquele que me socorre, não aquele que tem pena de mim.”
Por isso para além do esforço dos outros, tu podes ajudar o mundo a mudar...para melhor!
Do teu amigo.
14-11-2004
“Escrevo-te para dizer como podemos construir um mundo melhor.”
Não é de mim ou de ti que o futuro depende é de toda a gente, se vires alguém na rua que é boa ou má é porque ela quer. E se ela quiser pode ser da sua ajuda que depende o futuro. Um futuro melhor não é o que parece o que se quer hoje em dia.
Ainda me lembro de um dia de aulas em que numa ficha de trabalho, tal como em muitas outras, nesta ficha discutiamos factos de opiniões, aparecia uma frase ao qual me fez pensar talvez só eu tenha “bloqueado” naquela pergunta, ela fez-me pensar. “Com um pouco de prática qualquer pessoa pode fazer o pino.” Foi esta mesma frase.
Pensei muito até a deixei para o fim, na minha opinião era um facto, pois concordo que até eu (que não sei fazer o pino) aprenderia. Esta frase faz pensar no futuro e se mudássemos esta frase e perguntassemos ao mundo “Com um pouco de prática todos nós faremos a paz? Facto ou opinião?” E a resposta deveria ser facto, e se disessem que era um facto então patriquem a paz. Só que hoje em dia no pensamento das pessoas so há uma coisa que elas sabem “Só acredito naquilo que vejo.” Diz-me é esta a atitude correta?
Na sala de aula chegamos à frase “Com um pouco de prática qualquer pessoa pode fazer o pino.” Dentro de mim pensei que não iam concordar comigo pois as pessoas hoje em dia pensam que é impossivel fazermos aquilo que queremos. Decidi ouvir a opinião da minha turma sobre a pergunta, e todos disseram que era uma “opinião”, eu não fiquei calado e dei a minha opinião.Todos se pusseram a discutir mas com um certo gozo, não liguei quis ouvir o que ía dizer a professora. E ela disse que era uma opinião, eu gritei bem alto “Nós podemos fazer tudo o que quisermos, é só querermos!” a aula começou-se a rir dando ideias que parecem absurdas, mas na verdade no passado alguém pode ter dito “Enventarei uma máquina que pode congelar comida!” nessa altura podem ter morrido de riso. E hoje, eles continuam a rir?
“Na vida presente o bem material é o mais importante”, é esta a frase que está na mente das pessoas hoje em dia quase que é necessário ir ver ao dicionário para percebê-la.
Se querem um “bem material” tenham um amigo pois a Bíblia diz: ”Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro.” É esta é a chave para a paz, para um futuro melhor, e para a vida.
“Não podes lamentar-te por não teres um amigo. O defeito é teu e não do mundo.”
Todos nós vemos organizações para ajudar os necessitados, que estão doentes podemos ter pena deles, chorar por eles, só que “Meu amigo é aquele que me socorre, não aquele que tem pena de mim.”
Por isso para além do esforço dos outros, tu podes ajudar o mundo a mudar...para melhor!
Do teu amigo.
14-11-2004
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Fiquei sem tempo
O tempo cortou-se. Num momento a vida parece ser uma recta certa e direita. E do nada perdemos o sentido. Uma linha paralela corta-nos o juízo e perdemos o caminho certo. Começamos, como loucos a filosofar. Dizemos que a vida é igual a um jogo de virtual e não o oposto. Começamos a julgar e a ser julgados. Apenas porque nos perdemos do caminho que gostaríamos de seguir.
Já por varias vezes, dei por mim perdido. Longe do caminho que gostaria de ter seguido. Longe do mundo que tinha escolhido. Longe do universo que gostaria de percorrer. E não sou o único. Constantemente nos perdemos do nosso caminho. Infelizmente não podemos contar com migalhas ou pedrinhas no chão. Esperamos algo. Algo, algo que nos indique o melhor caminho a seguir. Estamos, quase sempre, no caminho errado. Podemos até julgar que é o certo. Podemos até achar que não haveria nada mais correcto a fazer. E só o percebemos quando a realidade nos acerta como um tiro na nossa mente. Uma bala perdida a furar a cabeça de um lado a outro.
E no fundo estamos perdidos. Perdidos na imensidão do nosso deserto. O subconsciente procura por um oásis secreto. E somos uns viciados no tudo do nada. Somos patéticos. Estou desiludido. Desiludido porque é indignado que digo:
“Fiquei sem tempo.”
Sem tempo para cuidar dos meus amigos. Sem tempo para responder a quem se interroga. Sem tempo para apoiar quem me adorava. Sem tempo para manter amizades. Sem tempo para ser quem era. Sem tempo para escrever. Sem tempo para sorrir. Sem tempo para abraçar. Sem tempo para respirar. Sem tempo para correr. Sem tempo para sobreviver. Sem tempo para falar. Sem tempo para beijar. Ah, beijar.
Fiquei sem tempo. Sem tempo para nada. A rotina cortou-me o tempo. Cortou-me os costumes. Cortou-me a alma. Cortou-me os pulsos. E agora, sem rumo ou preconceito digo:
“Fiquei sem tempo.”
Já por varias vezes, dei por mim perdido. Longe do caminho que gostaria de ter seguido. Longe do mundo que tinha escolhido. Longe do universo que gostaria de percorrer. E não sou o único. Constantemente nos perdemos do nosso caminho. Infelizmente não podemos contar com migalhas ou pedrinhas no chão. Esperamos algo. Algo, algo que nos indique o melhor caminho a seguir. Estamos, quase sempre, no caminho errado. Podemos até julgar que é o certo. Podemos até achar que não haveria nada mais correcto a fazer. E só o percebemos quando a realidade nos acerta como um tiro na nossa mente. Uma bala perdida a furar a cabeça de um lado a outro.
E no fundo estamos perdidos. Perdidos na imensidão do nosso deserto. O subconsciente procura por um oásis secreto. E somos uns viciados no tudo do nada. Somos patéticos. Estou desiludido. Desiludido porque é indignado que digo:
“Fiquei sem tempo.”
Sem tempo para cuidar dos meus amigos. Sem tempo para responder a quem se interroga. Sem tempo para apoiar quem me adorava. Sem tempo para manter amizades. Sem tempo para ser quem era. Sem tempo para escrever. Sem tempo para sorrir. Sem tempo para abraçar. Sem tempo para respirar. Sem tempo para correr. Sem tempo para sobreviver. Sem tempo para falar. Sem tempo para beijar. Ah, beijar.
Fiquei sem tempo. Sem tempo para nada. A rotina cortou-me o tempo. Cortou-me os costumes. Cortou-me a alma. Cortou-me os pulsos. E agora, sem rumo ou preconceito digo:
“Fiquei sem tempo.”
terça-feira, 24 de abril de 2007
Poetry that does not rhyme: Unfinished business
We seemed to have nothing else to say.
Nothing else to believe.
Nothing else to talk.
But you broke that certain truth.
When corrupting old promises, you talked to me.
You talked to me.
In your voice.
In your forgotten voice.
Now that I see, your voice made me sick.
And hearing you, now, years after our departure.
Well, I keep thinking:
“Would life be better, if we never stooped talking?
If we had never separated from each other?
Would life been any different?
Would we two be less sad?
Would we be happier with one another?”
All this thoughts make me pathetic.
It’s obvious, you’re much happier now.
Much useful.
Much successful.
Much beautiful.
Well, I took my choice back then.
Won’t regret those choices now.
See you in another life then.
Nothing else to believe.
Nothing else to talk.
But you broke that certain truth.
When corrupting old promises, you talked to me.
You talked to me.
In your voice.
In your forgotten voice.
Now that I see, your voice made me sick.
And hearing you, now, years after our departure.
Well, I keep thinking:
“Would life be better, if we never stooped talking?
If we had never separated from each other?
Would life been any different?
Would we two be less sad?
Would we be happier with one another?”
All this thoughts make me pathetic.
It’s obvious, you’re much happier now.
Much useful.
Much successful.
Much beautiful.
Well, I took my choice back then.
Won’t regret those choices now.
See you in another life then.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Diário de alguém feliz
“Estou feliz. Gostava de não ser o único mas estou feliz. Ainda consigo tirar uns sorrisos a quem me rodeia, e sentir que não sou só eu o único feliz. Tremo os meus pés de tanto entusiasmo. Sorriu sem preconceito para qualquer um. Conto histórias e aventuras. Hoje, estou feliz. Não sei se será apenas hoje. Ou se hoje é um dia diferente de todos os outros. Mas o que me aconteceu fez me feliz. Não o posso, nem o vou negar. Não o esperava.
Aconteceu tudo tão depressa, tudo tão de repente. Mas acho que é dai que provém muito do giro da vida. A surpresa. O inesperado. Que estamos na nossa, e do nada nos surpreendem. Por uma surpresa. Por um susto. Por uma alegria. E viramos felizes.
Portanto estou bem. Avanço sem medo por entre as faces de gente carrancuda, moribunda e mal-educada, e vou a sorrir. Perguntam-me porque estou tão feliz. Perguntam-me porque não consigo parar de sorrir. Parar de exibir que estou feliz. Parar de mostrar ao mundo, que no meu ser a alegria impera. Que estou bem. Que estou alegre. Que estou acima do homem normal, porque estou feliz.
E talvez não corra bem. Talvez pare de sorrir dentro de minutos. Talvez, pare. Pare de ser feliz. Não sei quando. Mas agora. Agora estou feliz, e este momento, é meu. Meu para sempre. Não mo tiram. Podem no destruir, mas não mo tiram.”
Aconteceu tudo tão depressa, tudo tão de repente. Mas acho que é dai que provém muito do giro da vida. A surpresa. O inesperado. Que estamos na nossa, e do nada nos surpreendem. Por uma surpresa. Por um susto. Por uma alegria. E viramos felizes.
Portanto estou bem. Avanço sem medo por entre as faces de gente carrancuda, moribunda e mal-educada, e vou a sorrir. Perguntam-me porque estou tão feliz. Perguntam-me porque não consigo parar de sorrir. Parar de exibir que estou feliz. Parar de mostrar ao mundo, que no meu ser a alegria impera. Que estou bem. Que estou alegre. Que estou acima do homem normal, porque estou feliz.
E talvez não corra bem. Talvez pare de sorrir dentro de minutos. Talvez, pare. Pare de ser feliz. Não sei quando. Mas agora. Agora estou feliz, e este momento, é meu. Meu para sempre. Não mo tiram. Podem no destruir, mas não mo tiram.”
domingo, 22 de abril de 2007
Música para ouvir: Aphex Twin - Rhubarb
(Nota pessoal: Descobri esta música faz uns dias. Fantástica. Lembra o estilo do Sigur Ros entre outros. Os criadores desta música têm tão variados estilos que é bem difícil escolher a melhor das suas músicas. Coloco aqui uma sem letra, apenas sons relaxantes.)
sábado, 21 de abril de 2007
Viciados na ideia de sermos inúteis
Vivemos cada dia, com esperança de algo diferente, algo útil, algo simples. Mas esperamos e esperamos por esse ponto diferente, essa essência que mude a nossa existência, nem que por apenas um dia. Ouvimos música para relaxar, para voarmos para esses lados da diferença e apreciarmos o descanso da mente.
Contudo, dormimos, adormecemos e a vida continua igual. Acordamos mais uma vez, agora á procura de alguma utilidade. Todos procuramos algum vicio para fugir á dura realidade com que temos de viver. Alguns vêm pornografia sadista, outros jogam computador, outros agarram-se a alguém para sentirem carinho, outros criam fetiches por pés, e por fim, chego eu, que passo grande parte do dia a escrever.
Acho que a nossa tendência para fugirmos á realidade, é tanta, que até dói. Porquê tanto vicio? Porquê tanta necessidade desse sentimento de útil? Precisamos de sentir que somos úteis, ou que pelo menos construímos algo. Gostamos de sentir que temos personalidade. E com pequenos detalhes, julgamo-nos gente. Com pequenas coisas, ficamos com essa felicidade, como se naquele segundo fossemos úteis para o mundo. E no fim, adormecemos, e acordamos num novo dia.
Portanto, acabo por concluir, que não sou tão diferente. Apesar de isso não importar para nada. Nem eu consigo fechar as lacunas da minha falta de utilidade. Com tantas ideias, tanta escrita, e tanta busca de carácter e diferença; também eu sou mais um. Viciado em tudo, apenas para ter uma ideia, ideia de que não sou inútil.
Contudo, dormimos, adormecemos e a vida continua igual. Acordamos mais uma vez, agora á procura de alguma utilidade. Todos procuramos algum vicio para fugir á dura realidade com que temos de viver. Alguns vêm pornografia sadista, outros jogam computador, outros agarram-se a alguém para sentirem carinho, outros criam fetiches por pés, e por fim, chego eu, que passo grande parte do dia a escrever.
Acho que a nossa tendência para fugirmos á realidade, é tanta, que até dói. Porquê tanto vicio? Porquê tanta necessidade desse sentimento de útil? Precisamos de sentir que somos úteis, ou que pelo menos construímos algo. Gostamos de sentir que temos personalidade. E com pequenos detalhes, julgamo-nos gente. Com pequenas coisas, ficamos com essa felicidade, como se naquele segundo fossemos úteis para o mundo. E no fim, adormecemos, e acordamos num novo dia.
Portanto, acabo por concluir, que não sou tão diferente. Apesar de isso não importar para nada. Nem eu consigo fechar as lacunas da minha falta de utilidade. Com tantas ideias, tanta escrita, e tanta busca de carácter e diferença; também eu sou mais um. Viciado em tudo, apenas para ter uma ideia, ideia de que não sou inútil.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Filme Memorável - The Fugitive
(Nota pessoal: Um dos melhores filmes que já vi. Daqueles que sentimos realmente todas as cenas. Esta especialmente da fuga de Harisson Ford. O filme que aqui ponho é de má qualidade. Para aqueles que não se convenceram, continuo a recomendar o filme para todos.)
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Textos soltos: “O homem age, O animal reage”
De facto o homem age, e ao contrário do animal ele não age por instinto mas por livre vontade. Cada acção do homem tem uma intenção, motivo sendo o agente que a pratica. O homem pratica a acção deliberadamente e voluntariamente. Sabe o que faz, e porque o faz. Mas, por vezes, acidentes acontecem ou mesmo acções das quais não nos damos conta. Se numa altura infortunada partimos involuntariamente um objecto, ou o partimos de propósito ou sem querermos. Se o fizéssemos sem querer, não se trata de um acontecimento mas de uma acção. Tal como a respiração ou deitar sangue duma ferida, não somos nós que a controlamos mas acontece. O acontecimento, ao contrário da acção não necessita de ser voluntário ou consciente. Assim o homem de facto só pratica uma acção voluntariamente e conscientemente. Não claro afirmando que o homem é perfeito. Apesar de praticar uma acção consciente e por livre vontade, não significa que esta esteja correcta, alias esta estará correcta, mas para quem a pratica. Este sabe que a prática, fá-lo de livre vontade, e sabendo o que faz e as suas consequências. Assim aquilo que para nós é incompreensível, para ele parecerá totalmente normal. É o censo de quem pratica a acção que conta para ser voluntária ou não.
Agora a questão é, o animal age? Antes de tentar responder a questão pertinente, é necessário definir animal. Animal, sobre um primeiro olhar, uma primeira impressão, é seres vivos. As plantas são seres vivos, mas não são animais. Os seres humanos são animais, mas são considerados por racionais. Animais racionais…mas qual é a razão dos animais não o serem também? Os animais também amam, também sentem pena e saudade? Mas são denominados, por nós, como seres irracionais. De certo modo os seres irracionais somos nós e não os animais. Não são os animais que matam os seus semelhantes, não são os animais que simulam a realidade do passado e futuro para divertimento do presente?. Se formos a analisar bem, os animais são muito mais normais do que nós. Mas pelo que parece as suas acções não são racionais, estes não têm capacidade para pensar. De facto sentem pena, saudade quando anseiam pelo retorno do seu dono. Estes reagem pela pouca lógica que tem. Os gatos fazem festas para receber comida, os cães obedecem ao dono pela lealdade a este. Sabem que se agirem de um modo receberam o que querem. Tal como uma criança quando faz uma fita, sabe que receberá o que quer, eventualmente.
O homem age, o animal reage. Assim o homem, como ser racional age. O animal como ser irracional simplesmente reage para com as acções. Apesar de tudo, a reacção é impulsionada por uma acção. Assim os animais, necessitam de uma acção para reagirem. A reacção a uma acção é tratada por instinto. Assim o animal age por instinto e o homem age por sua vontade, voluntária e consciente.
4/12/05
Agora a questão é, o animal age? Antes de tentar responder a questão pertinente, é necessário definir animal. Animal, sobre um primeiro olhar, uma primeira impressão, é seres vivos. As plantas são seres vivos, mas não são animais. Os seres humanos são animais, mas são considerados por racionais. Animais racionais…mas qual é a razão dos animais não o serem também? Os animais também amam, também sentem pena e saudade? Mas são denominados, por nós, como seres irracionais. De certo modo os seres irracionais somos nós e não os animais. Não são os animais que matam os seus semelhantes, não são os animais que simulam a realidade do passado e futuro para divertimento do presente?. Se formos a analisar bem, os animais são muito mais normais do que nós. Mas pelo que parece as suas acções não são racionais, estes não têm capacidade para pensar. De facto sentem pena, saudade quando anseiam pelo retorno do seu dono. Estes reagem pela pouca lógica que tem. Os gatos fazem festas para receber comida, os cães obedecem ao dono pela lealdade a este. Sabem que se agirem de um modo receberam o que querem. Tal como uma criança quando faz uma fita, sabe que receberá o que quer, eventualmente.
O homem age, o animal reage. Assim o homem, como ser racional age. O animal como ser irracional simplesmente reage para com as acções. Apesar de tudo, a reacção é impulsionada por uma acção. Assim os animais, necessitam de uma acção para reagirem. A reacção a uma acção é tratada por instinto. Assim o animal age por instinto e o homem age por sua vontade, voluntária e consciente.
4/12/05
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Estou-me a lixar para a moralidade
Fiquei saturado. Completamente farto de não dizer aquilo que me vai na cabeça. De ter de ser hipócrita quando estou á volta de certas pessoas. Para mim basta! Se não aprecio, se não gosto, porque sorrir para piadas secas ou fingir interesse? Deverei eu ser igual a todos os outros? Mais um hipócrita que se faz de feliz. Mais um pequeno palhaço suicida que a todos faz sorrir, mesmo quando é a tristeza que o domina. Não. Não quero ser hipócrita. E se não o ser, implica magoar certas pessoas, então que se lixem.
Fiquei farto de ter de fingir felicidade. Fiquei farto dos jogos idiotas. Fiquei farto de tudo o que tantos gostam de preservar: a falsidade. Portanto, se da próxima vez me disserem algo que eu não goste, que venha dai o reverso da moeda. Que venha dai a dor que tantos pedem. Que venha dai a verdade.
Considerem-me vosso amigo então. Sou dos poucos que não vos vai mentir. Sou dos poucos que não será hipócrita. Sou dos poucos que vai dizer aquilo que realmente pensa, mesmo que isso vos magoe. No fundo, acho que me vão odiar. Acho que não me vão apreciar. Talvez porque a verdade realmente dói. E talvez me troquem por alguém que vos minta, que vos engane, mas que não o faça a vossa frente. Portanto, como o mundo está agora, basta-me entristecer com a verdade: a hipocrisia faz vos sorrir, mesmo que não passe disso mesmo.
Mas mesmo assim, não serei mais um hipócrita. Poderei ser o vosso único amigo que vos é realmente verdadeiro. O único que não irá sorrir sem razão. E talvez o único que todos odeiem. Porquê? Porque ao contrário dos outros, eu, não vos vou mentir para vos ver sorrir.
Fiquei farto de ter de fingir felicidade. Fiquei farto dos jogos idiotas. Fiquei farto de tudo o que tantos gostam de preservar: a falsidade. Portanto, se da próxima vez me disserem algo que eu não goste, que venha dai o reverso da moeda. Que venha dai a dor que tantos pedem. Que venha dai a verdade.
Considerem-me vosso amigo então. Sou dos poucos que não vos vai mentir. Sou dos poucos que não será hipócrita. Sou dos poucos que vai dizer aquilo que realmente pensa, mesmo que isso vos magoe. No fundo, acho que me vão odiar. Acho que não me vão apreciar. Talvez porque a verdade realmente dói. E talvez me troquem por alguém que vos minta, que vos engane, mas que não o faça a vossa frente. Portanto, como o mundo está agora, basta-me entristecer com a verdade: a hipocrisia faz vos sorrir, mesmo que não passe disso mesmo.
Mas mesmo assim, não serei mais um hipócrita. Poderei ser o vosso único amigo que vos é realmente verdadeiro. O único que não irá sorrir sem razão. E talvez o único que todos odeiem. Porquê? Porque ao contrário dos outros, eu, não vos vou mentir para vos ver sorrir.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Poetry that does not rhyme: Bigger world
My world has not changed its size.
It remains the same.
But the people.
The violence.
The pain.
Well, that’s different.
Our world is bigger now.
It’s common to see different people.
Different acts.
Our world as become impossible to understand.
Students kill each other.
Nations fight for the spoils of war.
Weapons are sold to the weaker countries.
Oil and water are making a third world war.
And we, well, we keep on falling.
Music’s getting darker.
People are getting fatter.
And pain and violence are constant.
My world has become bigger, but not in size.
No.
In death.
The world keeps on happening.
But death, that will never change.
God gave us freedom?
Let us kill each other to honour him.
It remains the same.
But the people.
The violence.
The pain.
Well, that’s different.
Our world is bigger now.
It’s common to see different people.
Different acts.
Our world as become impossible to understand.
Students kill each other.
Nations fight for the spoils of war.
Weapons are sold to the weaker countries.
Oil and water are making a third world war.
And we, well, we keep on falling.
Music’s getting darker.
People are getting fatter.
And pain and violence are constant.
My world has become bigger, but not in size.
No.
In death.
The world keeps on happening.
But death, that will never change.
God gave us freedom?
Let us kill each other to honour him.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Diário de um escritor
“Apenas consigo escrever quando estou triste. Apenas consigo escrever quando o sentimento que perdura no meu ser é de dor. A minha inspiração provém da dor. Pedem-me para escrever coisas felizes, mas sou incapaz. É a minha infelicidade que provoca a inspiração, logo é me impossível escrever quando estou feliz. Porque quando estou triste, as palavras saem como o vento de uma corrente de ar. Porque quando odeio o mundo sinto-me imortal. Capaz de voar, capaz de dizer tudo, capaz de odiar todo o mundo. Fico sem suporte e consigo escrever. Escrevo sobre a dor. Escrevo sobre a solidão. Escrevo sobre a morte.
Por vezes não me sinto triste. Por vezes não consigo escrever, porque me sinto feliz. Logo, forço a dor. Saco de todos os meus sentimentos tristes. Ouço música negra. Irónica e assassina. Começo a ganhar vontade de partir tudo a minha volta. E o desejo de me cortar e me maltratar começa a surgir como uma opção viável. Sinto-me cada vez pior, cada vez mais com vontade de me matar, de me isolar, de me maltratar. Respondo mal, magoou as pessoas que me rodeiam.
E depois de tanta dor e tanta destruição, ganho inspiração. E no meu mundo destruído, saco de uma lapiseira e começo a escrever. Por quanto tempo, não sei. Mas o suficiente para sair algo. Algo escrito, algo inspirado, algo doente e mórbido. Só assim sei escrever.”
Por vezes não me sinto triste. Por vezes não consigo escrever, porque me sinto feliz. Logo, forço a dor. Saco de todos os meus sentimentos tristes. Ouço música negra. Irónica e assassina. Começo a ganhar vontade de partir tudo a minha volta. E o desejo de me cortar e me maltratar começa a surgir como uma opção viável. Sinto-me cada vez pior, cada vez mais com vontade de me matar, de me isolar, de me maltratar. Respondo mal, magoou as pessoas que me rodeiam.
E depois de tanta dor e tanta destruição, ganho inspiração. E no meu mundo destruído, saco de uma lapiseira e começo a escrever. Por quanto tempo, não sei. Mas o suficiente para sair algo. Algo escrito, algo inspirado, algo doente e mórbido. Só assim sei escrever.”
domingo, 15 de abril de 2007
Música para ouvir: Counting Crows - Round Here
Step out the front door like a ghost into the fog
Where no one notices the contrast of white on white
And in between the moon and you the angels get a better view
Of the crumbling difference between wrong and right
I walk in the air between the rain through myself and back again
Where? I dont know
Maria says shes dying through the door I hear her crying
Why? I dont know
Round here we always stand up straight
Round here something radiates
Maria came from nashville with a suitcase in her hand
She said shed like to meet a boy who looks like elvis
She walks along the edge of where the ocean meets the land
Just like shes walking on a wire in the circus
She parks her car outside of my house
Takes her clothes off
Says shes close to understanding jesus
She knows shes more than just a little misunderstood
She has trouble acting normal when shes nervous
Round here were carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs
Round here shes slipping through my hands
Sleeping children better run like the wind
Out of the lightning dream
Mamas little baby better get herself in
Out of the lightning
She says its only in my head
She says shhh I know its only in my head
But the girl on car in the parking lot says
man you should try to take a shot
Cant you see my walls are crumbling?
Then she looks up at the building and says shes thinking of jumping
She says shes tired of life she must be tired of something
Round here shes always on my mind
Round here hey man got lots of time
Round here were never sent to bed early
And nobody makes us wait
Round here we stay up very, very, very, very late
I cant see nothing, nothing round here
Catch me if Im falling
(Nota pessoal: Descobri a música recentemente, e fica bem ao lado do que sinto de momento. Cumprimentos para o mundo musical que nunca me para de surpreender.)
sábado, 14 de abril de 2007
Partida para o cinema
Partimos todos aos pares para o cinema. Em grupos, alguns são cultos, outros nem por isso. Alguns compram revistas como a Premiere, já sabem, meses antes, até anos, sobre os novos filmes. Lêem as críticas, vêem os trailers tão esperados, em sites específicos. Outros já não. Vão ao cinema, e “comem” o filme que tiver o horário mais próximo, ou aquele com o poster mais interessante. São os restos, que têm a sua finalidade. São aqueles que tornam o cinema ainda um negócio rentável. Apesar de preferirem os filmes que metem medo, ou comédias idiotas e jovens; são as principais bases do cinema. Aqueles que comem a primeira porcaria que lhes apetecer.
Posso parecer, francamente chateado com essa gente, mas é assim que os vejo. E é assim que são no geral. Não todos, claro. Existe malta que realmente percebe de filme, e apenas vê os que realmente vale a pena. Ás vezes aventura-se pelos filmes de “merda” mas no fundo, e mesmo quase sempre, está acompanhado por gente de “merda”. Meto aspas á direita e esquerda da palavra merda, porque muita da minha malta é assim, idiota ao ponto de ver filmes de porcaria, e de falar ao ver os filmes, ou de nos silêncios constrangedores de filmes de receberem Óscares, mandam bocas todos contentes. Como para evidenciarem o óbvio, ou mesmo gostarem de terem graça para quem os rodeia. São aquela gente que fica indignada ao ser informada que “O Senhor dos Anéis”, o filme, proveio inicialmente de um livro, e não o inverso. São aquela gente mesmo dura de cabeça que ainda não aceita que a saga da “Star Wars” comece no episódio quatro e não no primeiro, como seria de esperar. Era, e citando um amigo meu, “coloca-los todos num barco, em pleno atlântico, e afunda-lo.”
Portanto, gosto de ir ao cinema, acabei de lá sair á cerca de trinta minutos, e nada correu mal. Não ouvi um comentário idiota, mas ouvi um telemóvel tocar… Que gente tão mal educada…
Posso parecer, francamente chateado com essa gente, mas é assim que os vejo. E é assim que são no geral. Não todos, claro. Existe malta que realmente percebe de filme, e apenas vê os que realmente vale a pena. Ás vezes aventura-se pelos filmes de “merda” mas no fundo, e mesmo quase sempre, está acompanhado por gente de “merda”. Meto aspas á direita e esquerda da palavra merda, porque muita da minha malta é assim, idiota ao ponto de ver filmes de porcaria, e de falar ao ver os filmes, ou de nos silêncios constrangedores de filmes de receberem Óscares, mandam bocas todos contentes. Como para evidenciarem o óbvio, ou mesmo gostarem de terem graça para quem os rodeia. São aquela gente que fica indignada ao ser informada que “O Senhor dos Anéis”, o filme, proveio inicialmente de um livro, e não o inverso. São aquela gente mesmo dura de cabeça que ainda não aceita que a saga da “Star Wars” comece no episódio quatro e não no primeiro, como seria de esperar. Era, e citando um amigo meu, “coloca-los todos num barco, em pleno atlântico, e afunda-lo.”
Portanto, gosto de ir ao cinema, acabei de lá sair á cerca de trinta minutos, e nada correu mal. Não ouvi um comentário idiota, mas ouvi um telemóvel tocar… Que gente tão mal educada…
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Filme Memorável - Fight Club
(Nota pessoal: Esta cena não é do filme, mas para quem já viu o filme vai certamente gostar. Não coloco uma cena do filme porque, qualquer cena do filme, vista assim, solta, acaba por destruir um pouco the toda a mistica da música.)
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